Na cidade

Dois anos depois, o festival dedicado à literatura de viagens regressa a Óbidos

A programação do evento inclui exposições, workshops, conversas, oficinas; uma feira do livro e espetáculos de música e dança.
Arranca nesta quinta-feira, 21 de abril.

Palavras escritas, ditas e ilustradas. Em viagens, livrarias, ou à volta da mesa. Todos os roteiros cabem na quarta edição do Latitudes – Literatura e Viajantes, evento que se assume como ponto de encontro por excelência dos apaixonados pelos dois universos que lhe dão nome. Os lançamentos de obras; exposições; workshops; conversas; oficinas; experiências literárias para os mais novos; uma feira do livro; espetáculos de música e dança sobre a temática vão tomar conta de Óbidos entre 21 e 24 de abril. O festival acontece após dois anos de pausa forçada pela pandemia de Covid-19.

Segundo a organização, o evebnto torna a dar “especial ênfase à ilustração, quer através de residências artísticas, quer através de várias iniciativas de ilustração ao vivo pela vila e por todo o concelho”. Ambas contam com o apoio dos Urban Sketchers Portugal, representantes nacionais de uma comunidade global de artistas que viajam e desenham o que observam, tendo como suporte apenas um caderno, bloco ou objeto semelhante — o diário gráfico —, e do Grupo Risco, que realiza expedições para desenhar a fauna e a flora dos locais que visitam.

Da programação, composta por cerca de 40 propostas, vale realçar, logo no primeiro dia, o encontro-jantar literário inspirado numa “Viagem a Portugal”, de José Saramago; a apresentação da edição especial da obra homónima do Nobel da Literatura de 1998; a inauguração da exposição “Sketch Tour Portugal”, que dá nome ao livro apresentado também dia 21; e a conferência “Turismo Literário enquanto produto turístico”, enumera o Público.

Já no segundo dia, sobressai uma aula aberta sobre literatura de viagens; uma palestra sobre mulheres viajantes e a inauguração da exposição de pintura “Voar”, de Carlos Viseu.

Conversas sobre literatura de viagens e antropologia, crónicas de viajantes, mulheres viajantes; a apresentação da série documental “Viagem a Portugal”, com o realizador Ivan Dias; e uma tertúlia sobre uma viagem a Marrocos, inspirada pelo escritor norte-americano Paul Bowles, que viveu e morreu no país africano, preenchem o terceiro dia.

Uma conferência sobre a primeira travessia aérea do Atlântico Sul, empreendida há um século por Gago Coutinho e Sacadura Cabral; uma palestra sobre o itinerário “Bowlesiano” em Portugal e a apresentação do livro “Os Retornados de Xangai — Histórias de Portugueses no Oriente”, de António Caeiro, sobressaem no calendário de atividades planeadas para o encerramento da iniciativa.

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