Na cidade

Desconfinar num baloiço: este tem cordas de flores, uma lagoa e vista para o mar

Fica no Alto de Lordelo, ‘Entre o Mar e o Marão’, com vistas desafogadas para ambos.
É lindo.

Na já longa lista dos baloiços panorâmicos que têm surgido em Portugal nos últimos meses — sempre com resultados incríveis e boa adesão de visitas — a imaginação e a criatividade começam a ser importantes para dar aquele destaque, um realce, algo que torne o que de si já é mágico (como matar saudades da infância a voar sobre vistas perfeitas), ainda mais especial.

Em Lordelo, concelho de Paredes, nasceu um baloiço há literalmente dias; e já começa a chamar os primeiros visitantes, prometendo fazer sucesso nas redes sociais sobretudo por um detalhe: além da localização e vista claro, tem as cordas ornamentadas de flores.

O Baloiço de Lordelo foi instalado no dia 27 de março e situa-se no Alto de Meda, o ponto mais alto da cidade de Lordelo. Aqui, é possível observar, em condições meteorológicas favoráveis, o Oceano Atlântico (Matosinhos) e o Marão. Daí a designação, escrita na tábua de madeira da estrutura que o suporta, ‘Entre o Mar e o Marão’

Segundo fonte da Junta de Freguesia de Lordelo à NiT, o novo Baloiço tem cerca de quatro metros de altura por cinco metros de comprimento e foi inteiramente construído em madeira da Austrália.

A ideia partiu do presidente da Junta de Freguesia de Lordelo, Nuno Serra, e de António Ferreira, administrador da empresa Miguel Ferreira, que fez o baloiço; com o patrocínio de uma empresa de mesas sediada em Lordelo, que ofereceu o baloiço, a madeira e a produção.

O objetivo é o de é atrair mais pessoas para aquele espaço, de “rara beleza natural”, frisa a junta. Existe ainda naquela zona uma sinalética para acesso a uma lagoa que pode encontrar a uma curta distância do baloiço.  

Chegar ao novo e fotogénico baloiço é simples: o melhor trajeto será pela A42, saída Lordelo. Da saída de Lordelo ao Alto de Meda serão pouco mais de mil metros. Poderá também inserir as as coordenadas no GPS.

Ainda de acordo com informações da autarquia, o Alto de Meda é um lugar de culto por estar situado um cruzeiro que serve de trajeto para uma via sacra. Esse cruzeiro está datado de 1940.

Recorde-se que, em 2020, o nosso País assistiu a um boom de baloiços sem precedentes: eles são uma das novas grandes modas, recurso quase infalível das autarquias e juntas para dar aquele motivo extra às pessoas de conhecerem e visitarem uma região. Além de lindos e com vistas perfeitas, enchem as redes sociais de fotos que funcionam como uma espécie de bilhetes postais da região — e o turismo agradece.

Recentemente, abriu um destes locais maravilhosos na Serra da Boneca, com vista para o Rio Douro — tal como a NiT lhe contou. Para quem não conhece, há outros dois baloiços panorâmicos com uma história semelhante e até mais antigos — e que também foram criados por jovens para valorizar as suas terras. Neste caso, são espaços irmãos entre si, ou seja filhos do mesmo projeto e próximos um do outro.

Falamos do Baloiço do Trevim e do Baloiço do Burgo. Os mesmos que inspiraram uma jovem a criar o Baloiço do Talegre, na freguesia e Serra de Alburitel, no concelho de Ourém; e em junho o de Penedros da Cabeça.

Mas continuou: em julho, abriu o Baloiço do Mezio, na Serra do Soajo; no mesmo mês, nasceu o Baloiço de São Silvestre, em Mesão Frio; e ainda o Baloiço CerLove em Vila Nova de Cerveira — que até motivou filas épicas, semanas depois. Já em agosto, abriu o Baloiço do Sobreiro, junto ao Miradouro do Talegre, em Moncorvo; no mesmo mês foi conhecido o Baloiço d’As Antas P’ro Mondego; também o Baloiço da Carriça, em Arganil; e o da Ponte do Canal na freguesia de Abragão, Penafiel.

E ainda o Baloiço da Pateira do Carregal, idealizado e criado pela associação de amigos do parque com o mesmo nome, em Requeixo, Aveiro. Já em setembro, abriu em São João da Fontoura, Resende, o Baloiço da Senhora da Guia; e na Batalha, o Baloiço da Barrozinha. Em Santa Cristina, Mealhada, nasceu já em outubro um baloiço que celebra o renascimento de uma aldeia que esteve cercada pelas chamas: o Baloiço de Santa Cristina.

E no mesmo mês, um baloiço no miradouro que Miguel Torga disse ser “o mais vasto de Portugal”: o da Serra de Alvaiázere. Em novembro, foi a vez do Sítio da Nazaré acolher o incrível Baloiço da Ladeira, com vista para a vila, a praia e o mar e em dezembro o Baloiço do Meco, no Grande Porto. Na Capital do Espumante, no topo de uma colina com vista para a incrível paisagem vitivinícola da Anadia, nasceu no final de 2020 um novo baloiço panorâmico: ao lado de um moinho, numa localização perfeita e com um banco em forma de pipa, para honrar a sua região. Aqui pode sonhar e voar sobre as vinhas no coração de Anadia e tocar com a ponta dos pés na Serra do Bussaco.

Em Aldeia Velha, concelho do Sabugal, nasceu em dezembro de 2020, o Baloiço de Aldeia Velha: um novo baloiço panorâmico com um formato original, que beneficia de uma vista incrível: ampla e desafogada sobre o vale envolvente da cidade da Guarda e que se estende entre as serras fronteiriças de Espanha e a Serra da Estrela.

Também no final do ano, na Serra de Negrelos nasceu o Baloiço de Canelas, onde consegue usufruir de um lugar que os habitantes dizem ser especial. Ainda com 2020 a terminar, em Aveiro, num terreno de uma aldeia em Vale de Cambra, um pai e filho juntaram-se para mostrar o melhor que a região tem, criando o Baloiço do Vilar.

Além disso, a moda já não se fica só pela natureza. Depois de chegar a um restaurante na Ericeira, há agora até um baloiço numa clínica no Porto.

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