Na cidade

É oficial: este ano, volta a não haver arraiais em Lisboa

Depois de a Câmara do Porto anunciar que São João "haverá sempre", Fernando Medina foi irredutível sobre as festas.
Mais um ano sem festa.

Normalmente, para quem mora em Lisboa, 1 de junho é muito mais do que o primeiro dia do mês do verão — e até do que o Dia Internacional da Criança. É, desde há largas décadas, o primeiro dia das Festas de Lisboa; o primeiro de um mês inteiro de festa, arraiais, sardinhas, música, marchas, bailaricos e caldo verde, por toda a cidade.

A única excepção foi em 2020. E, com o mundo ainda em pandemia, 2021 volta a não ter marchas nem casamentos de Santo António — já o tinha sido anunciado em maio. Agora, sabe-se que nem sequer vai haver arraiais — confirmou Fernando Medina esta terça-feira, 1 de junho.

Depois de na segunda-feira, 31 de maio, o presidente da Câmara do Porto ter revelado que aquela cidade terá sempre algum São João — adiantando que Câmara permitiu, com o parecer das autoridades de saúde, a criação de três zonas de diversões onde as pessoas podem ir em condições consideradas de total segurança embora sem fogo de artificio e concertos — aumentaram as expetativas sobre se haveria alguma alteração nas intenções, aparentes mas ainda não totalmente oficiais, da Câmara de Lisboa em vedar os arraiais.

Apesar da crise económica, as próprias coletividades foram as primeiras a pronunciar-se contra esta hipótese: ainda na segunda-feira, a Associação das Coletividades do Concelho de Lisboa afirmou-se contrária à realização de arraiais na capital durante os Santos Populares, considerando que não se pode comparar com os últimos acontecimentos (da Liga dos Campeões) no Porto.

“Acho muito bem que não se faça. Se, por acaso, a Câmara fizesse festas em Lisboa, eu era o primeiro logo a atacar Câmara de Lisboa”, salientou o presidente da coletividade à Lusa. As associações referiam ainda que, mesmo que fosse dado o aval à realização de arraiais, este já não chegaria a tempo.

Já esta terça-feira, a Câmara confirmou que proibiu mesmo a realização de arraiais nos Santos Populares. “Infelizmente, este ano não vamos poder ter arraiais, não vamos poder ter as comemorações do Santo António com arraiais, dada a situação que vivemos”, disse Fernando Medina à Lusa. O autarca adiantou que esta é “a decisão sensata, é a decisão avisada nesta fase da pandemia em que são precisos ainda cuidados, são precisos alertas”.

Em declarações à agência, Medina explicou ainda que, tal como no ano passado, os arraiais “não vão ser licenciadas nem pela Câmara nem por Juntas de Freguesia, por isso, a fiscalização cabe às autoridades, quer à Polícia Municipal, quer à Polícia de Segurança Pública”.

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