Na cidade

É oficial: o Arraial Lisboa Pride está de volta ao Terreiro do Paço

Depois de dois anos sem a festa mais animada da cidade, o evento regressa a 25 de junho, sábado.
Boas notícias.

Junho não é só o mês em que se festejamos Santos Populares. É também o mês de uma das festas mais coloridas e animadas de Lisboa: o Arraial Pride. Depois de uma pausa de dois anos devido à pandemia, o evento mais esperado do ano está finalmente de volta com data marcada para 25 de junho, sábado, na Praça do Comércio.

Organizado pela ILGA Portugal, a mais antiga associação dos direitos das pessoas LGBTQ+ no País, o Arraial Lisboa Pride tem recebido cada vez mais visitantes ao longo dos anos. O evento renasce em 2022 para a 23.0ª edição e com “muita vontade de voltar a juntar todas as pessoas”.

Apesar do aguardado regresso, a organização sem fins lucrativos alerta que a nova edição terá mudanças e “não será simples  livre de contratempos ou frustrações”. Com vontade de recuperar o que não aconteceu nos últimos dois anos, o arraial vai continuar a ter os concertos com artistas residentes em Portugal, a participação de associações e coletivas e a presença de bares, comércio local e vários artistas. Porém, comparativamente com outras edições, será um evento “mais pequeno, mas mais próximo”.

“A ILGA Portugal é uma associação, não é uma promotora de eventos. O Arraial Lisboa Pride não é um festival nem nunca foi. É um momento comunitário e de visibilidade. Não o objetivo de gerar lucro”, lê-se num post divulgado na terça-feira, dia 17 de maio.

De entrada livre, a festa pretende marcar a identidade de Lisboa como cidade que valoriza a diversidade e a igualdade. Mais novidades e o cartaz completo serão anunciados em breve. 

A partir do dia 21 de maio, sábado, quase um mês antes do grande arraial, a organização vai lançar as inscrições para voluntários, bares, foodtrucks, atividades associativas e zona de comércio.

A primeira edição aconteceu em 1997, no Jardim do Príncipe Real, numa altura em que o ativismo LGBTQ+ começou a ganhar força. “Desde aí, tem sido um momento determinante de celebração das nossas identidades, de expressão dos nossos afetos e de ocupação dos espaços que têm de ser também nossos, mas que tantas vezes e em tantos cenários nos são negados”, explica a ILGA Portugal.

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