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Conventos, pousadas e palácios vão ser residências para estudantes

A Fábrica da Pólvora, em Barcarena, e a antiga Casa dos Jesuítas de Coimbra também estão na lista de imóveis.
A Fábrica da Pólvora, em Barcarena.

Um quartel, um palácio, um convento, várias pousadas da juventude, uma escola e até as instalações do Ministério da Educação da Av. 5 de Outubro. Estes são apenas alguns dos edifícios que vão ser transformados em residências universitárias, segundo um diploma do Governo que entra em vigor esta quarta-feira, 27 de fevereiro.

Segundo a Lusa, citada pela “TVI24“, o decreto-lei prevê três modalidades de criação de alojamento e uma delas é a reabilitação de imóveis através de afetação ao Fundo Nacional de Reabilitação do Edificado (FNRE).

Numa primeira fase, adianta o diploma, foram já identificadas dezenas de imóveis em 18 concelhos, que vão disponibilizar, após as obras, mais de quatro mil novas camas para estudantes. Com uma ressalva: uma pequena parte dos edifícios identificados podem ser utilizados para outros fins, que garantam a viabilidade financeira do programa.

Na lista dos espaços sinalizados, encontram-se várias vivendas e prédios em Bragança, Portalegre e Mirandela, além do Quartel da Trafaria, em Almada; a antiga Escola Secundária D. Luís de Castro, em Braga; a antiga Casa dos Jesuítas, em Coimbra; o ex-palácio da família Guerreiro, em Faro; ou a antiga Escola Superior de Saúde da Universidade do Algarve, em Faro.

Estão também no grupo para transformação em residências as pousadas da juventude da Guarda, Leiria, Portalegre e Vila Real; o antigo edifício do Instituto de Meteorologia, em Lisboa; o convento de Santo Estêvão, em Leiria; e as cavalariças do Palácio das Laranjeiras, em Lisboa.

Ainda para uma primeira fase do plano de intervenção, mas desta vez não integrado no FNRE, foram identificados outros imóveis para execução, como o antigo edifício da Câmara na Batalha, o Mosteiro de Santa Maria do Mar, em Carcavelos; o antigo edifício da Caixa de Crédito Agrícola de Idanha-a-Nova; o edifício 2 do Observatório Astronómico da Ajuda; o Convento de Santos-o-Novo ao Palácio dos Marqueses de Minas, em Lisboa; um mosteiro em Odivelas e até a Fábrica da Pólvora de Barcarena, em Oeiras.

O plano de intervenção, segundo o documento do Governo, compreende a requalificação de residências e a criação de outras novas, a disponibilização de alojamento temporário quando necessário e a monitorização regular da capacidade instalada.

O objetivo é duplicar em 10 anos a oferta atual de alojamento estudantil, a rondar as 15 mil camas, incluindo-se numa primeira fase a construção, reabilitação e requalificação de mais de 250 imóveis no País.

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