Na cidade

Empresários temem eventual descida dos lucros provocada pela semana de quatro dias

O início do projeto-piloto está próximo, mas um inquérito da Associação Empresarial de Portugal mostra que empresas estão contra.
A semana de quatro dias chega em 2023

A implementação da semana de quatro dias, tal como proposto pelo Governo em sede de Concertação Social, não convence os patrões. Os donos das empresas consideram que a medida terá um impacto “muito negativo” na competitividade, a produtividade e os lucros dos respectivos negócios.

De todos os empresários que responderam ao inquérito, um total de 71 por cento acreditam que a implementação do novo horário laboral terá um impacto “negativou ou muito negativo” nos lucros. É o que revelam os dados do questionário da Associação Empresarial de Portugal, divulgados pelo “Dinheiro Vivo”.

Ao inquérito responderam 1130 empresários, que também se mostraram receosos dos potenciais efeitos negativos na competitividade dos negócios e temem uma queda na produtividade. A maior preocupação, contudo, reside na possibilidade de se verificar uma descida dos lucros. Apenas 10 por cento dos inquiridos acreditam que a medida pode ser “muito benéfica” tanto para as empresas como para os trabalhadores.

“É muito clara a opinião dos empresários relativamente à falta de oportunidade de se avançar com este modelo e o grande ceticismo da sua aplicação ao setor industrial”, explica Luís Miguel Ribeiro, presidente da AEP, citado pelo “Dinheiro Vivo”.

Portugal prepara-se para fazer arrancar um projeto-piloto da semana de quatro dias. Com início planeado para 2023, irá abranger o setor privado e o público. Naturalmente, só as empresas privadas interessadas irão participar.

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