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Na cidade

Empresas podem negar trabalho a quem se recusar ser vacinado contra a Covid-19

“Como empresário, posso decidir com quem assino um contrato”, afirmou a presidente do Comité Económico e Social Europeu.
Admissão de Christa Schweng.

A presidente do Comité Económico e Social Europeu (CESE), Christa Schweng, admitiu este domingo, 29 de novembro, a possibilidade de uma empresa não contratar um trabalhador que se recuse a ser vacinado contra a Covid-19.

“Como empresário, posso decidir com quem assino um contrato”, afirmou Christa Schweng à agência de notícias espanhola Efe. Na entrevista, divulgada pela Lusa e citada pela “Dinheiro Vivo”, a presidente da CESE — órgão consultivo da União Europeia que emite orientações às instituições comunitárias em representações de empresários, trabalhadores e organizações da sociedade civil — ressalva no entanto que a vacina não deverá ser obrigatória.

“O trabalhador pode decidir se quer trabalhar ou não. O mesmo se passa com o empresário, que pode querer ter apenas pessoas vacinadas na sua empresa. Não sei o que farão”, ressalvou.

Relativamente à vacinação, Christa Schweng defendeu que os primeiros a serem vacinados deverão ser os profissionais de saúde, uma vez que estão em contacto próximo com os doentes e com a população de risco. A presidente da CESE sublinhou também a importância do acordo estabelecido entre a Comissão Europeia e as farmacêuticas para garantir vacinas para toda a Europa.

Até ao momento, a União Europeia assinou acordos com a Pfizer e BioNTech, AstraZeneca, Sanofi-GSK e Johnson & Johnson, e concluiu negociações com a CureVac e Moderna. Christa Schweng estimou que todas as vacinas poderão receber a aprovação da Agência Europeia do Medicamento até ao final do ano.

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