Na cidade

Escolas devem reabrir mas desconfinamento pode não ser igual em todo o País

O governo decide em Conselho de Ministros a próxima etapa de desconfinamento.
País continua a reabrir.

Da reunião de Conselho de Ministros desta quinta-feira, 15 de abril, sairá a decisão sobre a próxima etapa de desconfinamento. Em cima da mesa deverá manter-se o regresso das escolas mas é possível que alguns concelhos do País o desconfinamento seja travado, noticia o “Público”.

Recorde-se que é na próxima segunda-feira, dia 19 de abril, que está prevista a nova etapa de reabertura do País, com o regresso do ensino presencial às escolas secundárias e ensino superior.

Nesta mesma data está previsto igualmente o regresso de lojas do cidadão, cinemas, teatros, auditórios e salas de espetáculos. Os restaurantes, cafés e pastelarias voltarão a poder ter serviço de mesa no interior limitados a quatro pessoas e a seis nas esplanadas, até às 22h ou 13h ao fim de semana e feriados. Regressam ainda casamentos e batizados, com um limite de 25 por cento da lotação dos espaços. Abrem ainda todas as lojas e centros comerciais.

Desde a primeira hora que o António Costa assumiu cautela a desconfinar e admitiu que, se o cenário de contágio de Covid-19 piorasse, seria sempre possível suspender a fase seguinte de desconfinamento. Neste altura, são 22 os concelhos em Portugal Continental que se encontram em maior risco. Já na quarta-feira, 14 de abril, Marcelo Rebelo de Sousa admitira “confinamentos locais, se necessários”, como forma de garantir “um verão e um outono diferentes.”

Entre os especialistas têm surgido também posições de alerta e cautela sobre a nova fase de desconfinamento. Na reunião de terça-feira, 13 de abril, do Infarmed, Baltazar Nunes realçou que, se Portugal continuar neste nível de crescimento e com 71 casos por cem mil habitantes, a estimativa “é que leve entre duas semanas e um mês a chegar ao limite dos 120 casos por cem mil habitantes.”

Manuel Carmo Gomes, epidemiologista que participou nas reuniões do Infarmed, salientava também ao “Jornal i” esta semana que, “das duas, uma: ou seguimos o caminho da prudência e o caminho que mostra que aprendemos as lições do passado ou prosseguimos dogmaticamente o calendário do desconfinamento como se estivesse tudo normal.”

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