Na cidade

Novo confinamento: todas as escolas vão manter-se abertas

Já são conhecidas as medidas e Costa não quer, frisa, "sacrificar a atual geração de estudantes".

O confinamento já era certo e inevitável, dado o aumento exponencial de casos de infeção pelo novo coronavírus em dias recentes: esta quarta-feira, 13 de janeiro, foi o pior dia de sempre desde que a pandemia começou, com 10.556 casos e 156 mortes. Neste momento difícil, foram conhecidas as medidas em concreto que vão funcionar durante o novo período de confinamento depois de o próprio primeiro-ministro, António Costa, ter avisado que os portugueses podiam esperar algo próximo do que o País viveu em março e abril, na primeira fase de combate à propagação da Covid-19.

Neste momento “perigoso” e “difícil”, nas palavras de Costa, soubemos então que o novo confinamento terá uma regra essencial, semelhante à do anterior: “ficar em casa”. Há algumas excepções, frisou, mas é importante reiterar que a regra é essa. As medidas entram em vigor a partir da meia-noite de dia 15, sexta-feira.

Uma das questões que mais debate levantou, as escolas, está esclarecida: vão continuar abertas, para todas as idades. A decisão foi explicada pelo primeiro-ministro com “a necessidade de não voltarmos a sacrifical a atual geração de estudantes”. Por isso, anunciou em conferência de imprensa após o conselho de ministros desta quarta-feira, “iremos manter em funcionamento todos os estabelecimentos educativos como têm estado a funcionar até agora”.

Costa admitiu: “sei que é um tema que divide a comunidade cientifica mas que une a comunidade educativa e depois de ouvir os representantes das famílias, dos diretores de escolas e os profissionais e sobretudo depois de reavaliarmos bem as consequências irrecuperáveis para o setor e que a interrupção letiva teve o ano passado não devemos voltar a repetir estas regras. E por isso com as cautelas que tornaram a escola segura vamos mantê-la em funcionamento”, frisou. 

O confinamento surge após o aumento de casos e depois de reunião de terça-feira, na sede do Infarmed, que serviu também para preparar o País para as semanas difíceis que se avizinham, e deverão implicar novo recordes negativos mesmo com contenção.

Antes dos anúncios, na manhã desta quarta-feira, a Assembleia da República votou favoravelmente o novo período de estado de emergência. É a nona vez que tal acontece desde o início da pandemia, numa altura em que Portugal vive os dias mais difíceis de combate à Covid-19 desde o início da pandemia.

O debate que antecedeu a votação permitiu aos partidos apresentar as suas posições mas, salvo algumas posições contrárias, a aprovação nunca esteve propriamente em causa. O documento foi aprovado, com PS, PSD e CDS a votar favoravelmente, tal como a deputada não-inscrita Cristina Rodrigues. Votaram contra os deputados do PCP, PEV, Iniciativa Liberal, Chega e a deputada não-inscrita Joacine Katar Moreira, enquanto o BE optou pela abstenção.

O próprio projeto de decreto presidencial modifica e renova o estado de emergência prevendo já medidas as medidas mais apertadas durante o novo confinamento.

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