Em Alfama, mais concretamente entre a Sé de Lisboa e o Miradouro de Santa Luzia, encontra-se a Rua do Limoeiro. Nesta movimentada rua, onde todos os dias passam milhares de pessoas, entre lisboetas e muitos turistas, há um pormenor que só agora está a gerar indignação.
No decorrer desta semana começaram a surgir por aqui cartazes que questionam o motivo de a árvore que dá nome à rua não existir. Os manifestantes, aparentemente anónimos, colocaram ainda folhetos nas caixas de correio das casas deste bairro popular.
“Isto deveria ser a Rua do Não Limoeiro” ou “Se houve limoeiro, já não mora aqui” são algumas das frases escritas nos materiais de propaganda. Existe ainda um placard que garante que, se não for ali plantado um limoeiro, os manifestantes irão mesmo mudar o nome da rua. O tema já chegou às redes sociais, onde muitos questionam o que se estará a passar em Lisboa.
Pelo que a NiTcom apurou — segundo a toponímia de Lisboa e fontes históricas —, existiu de facto um limoeiro por ali, que terá sido o responsável pelo batismo da rua. No entanto, a árvore acabou por desaparecer com as transformações urbanas em Lisboa nos últimos anos. O resultado foi a substituição de limoeiros por árvores de outras espécies. Há até uma árvore enorme na Rua do Limoeiro mas é, na verdade, uma bela-sombra, com cerca de 100 anos.
Perante o design e a comunicação coordenada desta mensagem entregue no espaço público, torna-se claro de que existe um movimento ou entidade organizada envolvido na ação. No entanto, até ao momento, os autores e a verdadeira intenção desta manifestação ainda não foram revelados.










