A greve geral contra o novo pacote laboral está marcada para esta quinta-feira, 11 de dezembro, mas as manifestações continuam até ao final da semana. Esta sexta-feira, dia 12, é a vez da estação de Santa Apolónia, em Lisboa, receber uma paralisação que está a decorrer em várias cidades europeias e que exige mais comboios noturnos e uma mobilidade mais justa.
Na capital portuguesa, o protesto acontecerá sob a forma de uma silent disco onde os participantes vão surgir de pijama e dançar pela melhoria da rede europeia, com destaque para o desaparecimento de comboios como o Sud Express e o Lusitânia, que aguardam a reposição desde 2020.
Três dos movimentos organizadores (Back on Track, Stay Grounded e ATERRA) explicam que a ideia é fazer uma festa do pijama silenciosa (em que cada pessoa ouve a sua própria música através de auscultadores) nas plataformas de várias estações na Europa.
Em Santa Apolónia, o encontro acontecerá por volta das 19 horas, no Cais 3, ao som do coletivo DJ for Climate Action. Lá fora, a paralisação vai espalhar-se por estações de Helsínquia (Finlândia), Paris (França), Copenhaga (Dinamarca) ou Berlim (Alemanha).
“Toda a gente está convidada a trazer os seus pijamas, telemóveis e auriculares, e a juntar-se a este protesto criativo por uma mobilidade com os pés na terra”, escreve a organização
“Enquanto falam de novos aeroportos e de alta velocidade, Lisboa continua a ser uma das únicas capitais europeias sem qualquer ligação ferroviária internacional, apesar de a linha existir. Este serviço funcionou durante 130 anos e queremos que volte a funcionar hoje e por muito tempo no futuro. Os comboios noturnos são a opção mais saudável, confortável e ecológica para viagens longas”, refere Francisco Pedro, do movimento ATERRA, aqui citado pela Renascença.
Inês Teles, da Stay Grounded, reforça ainda que “os comboios noturnos são a melhor alternativa à aviação, um setor que precisa de ser drasticamente reduzido à medida que o colapso climático se acelera”, sublinhando a necessidade de alternativas que permitam reduzir de forma rápida e justa o tráfego aéreo.
A organização afirma, ainda, que já foram pedidas reuniões com a CP – Comboios de Portugal e com o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, mas até à data não conseguiu qualquer resposta.

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