Na cidade

Há duas chuvas de estrelas fantásticas para assistir esta semana

Além dos meteoros, Marte também estará à mínima distância da Terra esta terça-feira, 6 de outubro — o mais perto em 15 anos.
Vale sempre a pena.

Ponha os olhos no céu, procure espaços pouco iluminados para que a visibilidade seja maior — num qualquer campo afastado da cidade ou num dos muitos incríveis turismos rurais do País consegue facilmente a tranquilidade, o distanciamento e a escuridão certas para aproveitar as duas chuvas de estrelas que o mês de outubro lhe vai trazer.

Segundo o Observatório Astronómico de Lisboa, Dracónidas e Oriónidas são os nomes das duas chuvas de meteoros previstas para este mês e são já visíveis esta semana.

Começamos pelas Dracónidas: de acordo com o OAL, o instante da sua atividade máxima é no dia 8 de outubro, esta quinta-feira, pelas às 13h30 horas — dois dias antes do Quarto Minguante da lua. Claro que este é o pico, mas tanto nessa noite como em noites aproximadas já deverá conseguir ver os meteoros a cair: o período de atividade é considerado “muito curto” mas ainda assim inclui um Período de Visibilidade que começa já esta terça-feira, dia 6 e dura até sábado, dia 10. A chuva das Dracónidas, também chamada Giacobínidas, está associada ao cometa Giacobini-Zinner.

Já as Oriónidas terão o instante da atividade máxima no dia 21 de outubro: dois dias antes do Quarto Crescente da Lua. Estas têm um período de atividade bem mais alargado, sendo já tecnicamente possíveis de ver desde o passado dia 2 e até ao próximo dia 7 de novembro. Esta chuva de meteoros resulta dos detritos deixados pelo cometa Halley, que passou a última vez pela Terra em 1986.

O OAL lembra que tanto as Dracónidas como as Oriónidas são consideradas chuvas de fraca intensidade, o que não quer dizer que não sejam bonitas e que não as consiga ver: há 10 a 20 meteoros por hora que pode em média assistir a cair embora até 70 por hora tenham sido registadas durante os anos mais fortes da chuva. Para as observar, o observatório aconselha simplesmente evitar noites nubladas e a poluição luminosa das grandes cidades, e procurar um horizonte desimpedido.

Os meteoros nas chuvas anuais têm o nome do ponto no céu de onde parecem irradiar. O nome “Dracónidas” resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação do Dragão, sendo que o radiante da chuva das Dracónidas se encontra na constelação do Dragão. O mesmo acontece com o nome da chuva das Oriónidas já que o seu radiante está na constelação de Orionte, diz ainda esta entidade.

Segundo o Earthsky, os Orionídeos geralmente libertam o maior número de meteoros nas horas antes do amanhecer, e o pico da manhã esperado é a 21 de outubro. Eles movem-se a uma enorme velocidade e podem ser muito brilhantes e até dividir-se em fragmentos. Normalmente, deixam para trás um rastro que permanece no céu por até um minuto, mas são melhor visualizadas a partir de um local no céu escuro, quando a lua está fora do caminho.

Marte ali tão perto — o mais perto em 15 anos

Mas há mais: esta terça-feira, 6 de outubro, Marte estará muito perto de nós, “a apenas a 62,1 milhões de quilómetros da Terra” diz o OAL. No período da tarde, mais precisamente às 15h15 em Portugal continental, Marte estará à distância mínima da Terra. Na verdade, a essa hora não será possível observar Marte, pois estará abaixo do horizonte mas quando Marte “nascer” para o nosso País, às 19h43 no início da noite, e até se pôr — 8h24 de dia 7, Marte será observável, “durante toda a noite, como um objeto brilhante avermelhado”.

O observatório explica que o planeta estará mais próximo da Terra e, por isso, mais brilhante. Este fenómeno acontece de 26 em 26 meses, sempre que a Terra o ultrapassa no seu movimento de translação em torno do Sol, já que o nosso planeta é mais rápido neste movimento.

Marte mesmo ali.

De acordo com “Science Alert“, este é o mais próximo que o planeta vermelho estará da Terra nos próximos 15 anos. E isso significa que observar as estrelas é altamente recomendado, pois Marte será brilhante, grande e fácil de ver com ou sem um telescópio.

E finalmente, este ano a noite do dia das bruxas, 31 de outubro, vai também trazer uma lua especial: a lua azul. É possível que note um ligeiro tom azulado, mas não é por isso que este fenómeno é assim chamado. Segundo o National Space Science Data Center da NASA trata-se da segunda lua cheia a acontecer no mesmo mês.

Todos os meses existem luas cheias, mas como calendário lunar e o que seguimos no dia a dia não estão sincronizados, passado algum tempo poderemos assistir a este fenómeno. A primeira lua cheia de outubro aconteceu logo no primeiro dia do mês. A segunda poderá ser vista no Halloween.

Desde 1944 que esta lua cheia não era batia com esta data em todos os fusos horários. A última vez que pôde ser vista no dia das bruxas foi em 2001, mas apenas no Pacífico.

Para ver qualquer um destes incríveis fenómenos, pode aproveitar, por exemplo, uma das maravilhosas unidades de turismo rural fornecidas pela Rota Dark Sky portuguesa.

Tratam-se de espaços adaptados para atender às necessidades dos astroturistas (desde refeições tardias. a levar merendas para o exterior, ou mesmo a ter uma ceia preparada para quando chegar) e sobretudo com muito espaço, céu escuro e estrelado, campo e natureza. As reservas podem ser feitas através do site mas carregue já na galeria para conhecer alguns destes espaços perfeitos para ver estrelas e planetas com conforto e em segurança.

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