Na cidade

Estão abertas as candidaturas para homenagear as pessoas que tornam o mundo melhor

Conhece alguém que durante o último ano fez um ato nobre? Candidate-o à atribuição do título "Cidadão Nobre" da Nobre Casa de Cidadania.
Decorrem até 15 de novembro.

Durante o último ano houve quem abandonasse o seu país para ajudar os outros. Ou até quem tenha abdicado do seu tempo com a família para apoiar quem mais precisava. As histórias de entreajuda de cidadãos ao longo do último ano são muitas, todas elas inspiradoras.

Andreia Casto, por exemplo, deslocou-se para o Líbano após as explosões em Beirute para ajudar e apoiar a população, tendo também conseguido reunir um conjunto de voluntários e grandes quantidades de material médico. Já José Pedro Ferreira realiza cerca de 30 a 40 palestras motivacionais por ano em empresas, durante os fins de semana ou horários livres. O valor das mesmas reverte para causas de solidariedade – até ao momento, conseguiu reunir cerca de 500 mil euros para doar.

Estas são apenas duas pessoas de entre milhares de cidadãos que todos os dias tornam o mundo melhor e fazem um ato nobre sem pedir nada em troca, em prol da garantia de uma ajuda a quem mais precisa. A pandemia que o mundo atravessou só acentuou estes gestos solidários (e por vezes invisíveis) que todos os dias acontecem um pouco por todo o País.

Foi precisamente para garantir que estas histórias inspiradoras são destacadas e valorizadas que foi fundada, em 2013, a Nobre Casa de Cidadania. Desde então, o objetivo é precisamente reconhecer e homenagear os cidadãos anónimos que realizaram atos nobres e, através desses exemplos, estimular e inspirar o espírito de cidadania e entreajuda na sociedade. 

Tal como seria de esperar, ao longo dos últimos sete anos, foram propostos mais de uma centena de atos nobres – e homenageados mais de 80 cidadãos. A passada edição de 2020, por exemplo, contou com mais de 70 participações.

Conhece alguém que acha que a vida é mais bonita quando fazemos algo de bom pelos outros?

Falamos daquela pessoa que está sempre disposta a largar tudo o que está a fazer para ajudar quem precisa. Se sim, esta é a oportunidade perfeita para a homenagear da forma que ela merece. As candidaturas para a atribuição do título “Cidadão Nobre” já estão a decorrer no site da Nobre Casa de Cidadania, através do preenchimento de um formulário. Decorrem até dia 15 de novembro.

Qualquer pessoa pode submeter uma candidatura, de atos isolados ou prolongados no tempo, e homenagear um cidadão nacional ou estrangeiro, residente em Portugal, que tenha praticado um ato nobre no último ano. Porém, a pessoa que submete a candidatura não pode ser o próprio autor do ato.

Mas afinal o que é um ato nobre? É uma ação realizada sem quaisquer interesses pessoais, em benefício do bem-estar de outros. É, no fundo, uma ação que reflete o caráter de quem a pratica ao demonstrar integridade, honra e humanidade. Há uma forma muito simples de a identificar: é realizada sem qualquer obrigação, num momento em que o cidadão se entrega a 100% à causa. 

Pode ser uma ação feita na vida pessoal, profissional ou cívica, durante uma atividade diária ou até pontual. Além disso, não está limitado a uma única área de intervenção – pode estar relacionado com solidariedade, preservação do ambiente, cuidados de saúde, educação, defesa do património, proteção civil, entre outros. E pode ser realizado por qualquer pessoa, independentemente das suas ações passadas. 

Depois da seleção dos cidadãos a homenagear, a Nobre Casa de Cidadania realiza uma cerimónia oficial para distinguir os cidadãos e dar-lhes a oportunidade de partilharem testemunhos e vivências. Atualmente, a iniciativa Nobre Casa de Cidadania conta com 13 parceiros institucionais, que verificam a elegibilidade das propostas de homenagem apresentadas.

A Nobre Casa de Cidadania conta com a sua ajuda para continuar a promover histórias positivas, inspiradoras e que evidenciem atos nobres e de cidadania, incentivando ainda mais pessoas a fazê-lo. Se um ato nobre pode fazer a diferença, vários podem mudar o mundo. 

Este artigo foi escrito em parceria com a Nobre Casa de Cidadania.

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