Na cidade

Este é o miradouro mais rock n’roll do País: tem uma guitarra, mesa e bancos

Novo Miradouro em Mação fica na "Aldeia do Rock" e é completamente instagramável. Mas há mais spots incríveis na região.
Uma maravilha.

Portugal é um País de lugares incríveis, natureza quase infinita e de mentes extremamente criativas. O resultado desta combinação de fatores são as inúmeras estruturas —de miradouros e molduras a baloiços panorâmicos — que têm surgido nos últimos anos, criados e instalados nos quatro cantos do território nacional.

Em Mação, nasceu este verão mais um miradouro tão original que será, certamente, o mais rock n’roll do País: o Miradouro da Feiteira (conhecida como a aldeia do rock) foi um dos últimos a serem descobertos e divulgados, mas já é um dos pontos mais visitados e fotografados da Rota do Penhascoso.

E não é para menos: o grupo desportivo, recreativo e cultural local instalou ali uma guitarra de grandes dimensões, reforçando o epíteto de Penhascoso ‘Aldeia do Rock’, assim como uma mesa e dois bancos, que convidam a uma pausa enquanto se apreciam as vistas ao redor.

Segundo fonte do grupo Rotas de Mação à NiT, o cenário (com a guitarra, a mesa e os bancos) foram colocadas no local este verão, mais concretamente em setembro, com inauguração com um sunset (evento com DJ local) no dia 18 de setembro.

O local é ponto de passagem da Rota do Penhascoso (um dos percursos pedestres da Associação Rotas de Mação) e segundo Luís Loureiro, presidente do Grupo Desportivo, Recreativo e Cultural de Penhascoso, a escolha da guitarra justifica-se pelo facto da aldeia ser conhecida na região como Aldeia do Rock; já a mesa e os bancos convidam a uma pausa na caminhada para que se desfrute do local em pleno.

A associação continua a divulgar esta região do País e explica agora que, entre tudo o resto, há, com este, pelo menos cinco lugares extraordinários com vista no concelho de Mação.

A NiT já lhe contou tudo sobre esta associação: a Rotas de Mação nasceu da vontade de um conjunto de pessoas ligadas de alguma forma ao concelho (naturais ou com ligação afetiva àquele território) com o objetivo não apenas de divulgar as belezas naturais dos seus 400 quilómetros quadrados mas também de todo o seu património cultural, etnográfico, arqueológico e gastronómico. O projeto nasceu na sequência de um evento de geocaching realizado em 2018 que reuniu em Ortiga várias dezenas de participantes oriundos de diferentes lugares do País.

A guitarra do novo miradouro no concelho de Mação.

Aqui, encontra uma zona rica em natureza, património, história, paleontologia e arqueologia. Em Mação, no distrito de Santarém, há cascatas, praias fluviais, fósseis, moinhos, miradouros com vistas arrebatadoras. Mas, nos últimos anos, o concelho tem surgido nas noticias normalmente associado a incêndios, com destaque para o trágico ano de 2017 em que uma vasta parte ardeu.

Foi então que um grupo de cidadãos locais decidiu tentar inverter essa imagem negativa. E, em menos, de um ano colocou Mação no mapa dos roteiros mais apetecíveis e instagramáveis do País.

Leonel Mourato e Jorge Lemos, os dois mentores e principais dinamizadores do projeto, foram-se juntando aos poucos a várias pessoas com um objetivo comum: “igualmente empenhadas em mostrar ao mundo que Mação é muito mais do que a terra que está sempre a arder”, explicou há poucos meses à NiT Berta Lopes, uma das voluntárias.

Com apenas um trilho pedestre em todo o concelho na altura em que a associação se formou, a decisão de avançar com novos percursos foi a “escolha natural” para o arranque do projeto. Começaram assim os trabalhos de campo, que acabaram depois por envolver não só as juntas de freguesia mas também diversas associações locais.

Segundo adianta Berta, “embora já existissem vários pontos de interesse espalhados por todo o território, nomeadamente o Pego da Rainha, as gravuras rupestres do Ocreza, a Anta da Foz do Rio Frio, o Poço Mourão ou o Poço das Talhas, não havia até então qualquer rota ou sinalética que conduzisse os visitantes até aos referidos sítios”. Daí a decisão da criação de, não uma, mas 14 pequenos percursos que levassem os visitantes a todos estes pontos — e mais alguns.

A Associação Rotas de Mação nasceu oficialmente no segundo semestre do ano passado e tal como as restantes organizações de cidadãos do concelho, também as Rotas de Mação são financiadas pelo município, embora assumam a intenção de recorrer a várias outras fontes de financiamento. Entre elas, refere a voluntária, estão por exemplo fundos do próximo quadro comunitário e receitas próprias decorrentes da organização de eventos de geocaching, BTT, caminhadas, desportos de aventura, entre outros.

Em breve, a associação já tem um novo sonho e objetivo: colocar um comboio turístico a vapor a circular na linha da Beira Baixa, entre o Entroncamento e Vila Velha de Ródão.

Carregue na galeria para conhecer os cinco miradouros incríveis (pelo menos) que revelam a riqueza paisagística de Mação, e que incluem o novo recanto da “Aldeia do Rock”.

 

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