Fora de casa
ROCKWATTLET'S ROCK

Na cidade

Este novo jogo quer pôr os participantes a revelar memórias da família. É perfeito para o Natal

O objetivo de "Como era Antigamente" é "aproximar gerações", com a partilha de momentos que marcaram a vida dos familiares.

A véspera e o dia de Natal são datas em que a família se junta, com tempo para conversar e passar horas à mesa, seja a petiscar as especialidades da época ou, como é tradição para muitos, apostar em jogos que entretenham dos mais novos aos mais velhos. Enquanto esperam pela hora de abrir os presentes, não há melhor do que se divertirem em conjunto. E, este ano, há mais um jogo para acrescentar à lista.

A editora Familiam lançou um jogo de tabuleiro que vai pôr toda a gente a partilhar as melhores (ou piores) memórias dos últimos anos. “Como Era Antigamente” foi lançado em outubro e é um must have para as celebrações de fim de ano.

“O propósito é unir gerações através da partilha de memórias pessoais e histórias que, muitas vezes, nem nos lembraríamos de perguntar, mas que merecem ser contadas”, começa por explicar à NiT Lucie Benesova, diretora da Familiam.

O jogo começou a ser desenvolvido há nove anos pela empresa criada na República Checa, mas só agora ganhou com uma versão com novos temas, adaptada à realidade portuguesa.

“O desenvolvimento demorou cerca de um ano. Aperfeiçoámos várias vezes o sistema de jogo e procurámos durante muito tempo as imagens e objetos certos, capazes de evocar um verdadeiro estado de nostalgia”, sublinha. “O resultado é um jogo que funciona não só em grupos maiores, mas também apenas com dois jogadores.”

Está à venda online e na FNAC.

Para criar a versão portuguesa, foram precisos três meses de trabalho. Nas novas cartas, pode encontrar temas relacionados com o País, como as pastilhas Gorila, os elétricos, o 25 de Abril, o Teatro Nacional Dona Maria II, entre outros.

Tudo começa quando os jogadores recebem cartas com imagens retro e o primeiro narrador conta uma história da sua vida que a imagem lhe traz à memória. “Quanto mais antiga a lembrança, por exemplo, de uma avó ou de um avô, mais interessante costuma ser”, aponta. “Os narradores vão-se revezando à volta da mesa e a atmosfera transforma-se rapidamente numa partilha viva de momentos pessoais.”

Depois de ouvir as histórias dos jogadores, começa então a segunda parte do jogo. De um segundo baralho, são retiradas cartas com perguntas relacionadas com as histórias que acabaram de ser contadas. Quem tiver ouvido com mais atenção ganha pontos pelas respostas corretas.

“A caixa inclui até 12 peões de cores diferentes, mas o número de jogadores não é estritamente limitado – se houver mais pessoas à mesa, podem acrescentar os seus próprios peões ou simplesmente registar os pontos em papel”, aponta Lucie, acrescentando que o número de histórias contadas por cada pessoa pode variar mediante ao número de jogadores.

A cada resposta certa, os jogadores avançam no tabuleiro. “Vence quem tiver a melhor memória ou a melhor sorte na pergunta”, refere. No fundo, o novo jogo segue a mesma lógica dos livros de sucesso da Familiam: “Avó, fala-me de ti” e “Avô, fala-me de ti”, que convidam os mais velhos da família a escrevem e eternizarem as memórias no papel.

O jogo “Como era Antigamente” custa 39,99€ e pode ser comprado online ou nas lojas físicas da FNAC.

ARTIGOS RECOMENDADOS