Na cidade

Estive presa no escape room de “Prison Break” e por pouco não conseguia fugir

Uma repórter da NiT experimentou uma das salas renovadas da Mission to Escape, em Lisboa.
Foi incrível.

Estávamos em 2005 quando “Prison Break” estreou. A história do homem inocente sentenciado a pena de morte que dependia do irmão que comete um crime para entrar na mesma prisão para fugirem juntos, intrigava todos, numa altura em que as séries estavam longe do lugar de eleição que ocupam hoje.

Quando eu e duas amigas pensámos em experimentar uma das escape rooms renovadas da Mission to Escape, não foi muito difícil escolher a que queríamos. A vontade de fugir de uma prisão, sem ter de fazer nenhuma tatuagem gigante, claro, levou-nos de imediato a reservar a Prison Escape, inspirada na mítica série.

Era domingo, 26 de julho, e o termómetro do carro marcava 34.ºC em Sintra. Seguimos até ao número 24 A da Rua Aquiles Monteverde, em Lisboa, para aguardar a nossa sentença, marcada para as 15 horas.

Explicaram-nos as regras na ampla sala de entrada, com paletes e almofadas a servir de sofá, cacifos e uma máquina de água, e dirigimos-nos para a porta da prisão, a primeira sala do espaço. “Preciso de uma voluntária”, disse o guarda, trancando depois uma das minhas amigas na cela. “Têm uma hora para fugir a partir de agora. Boa sorte.”

À nossa volta estava uma sanita, um lavatório, várias palavras escritas na porta, nas paredes, e do outro lado das grades. Também havia um mapa. Através de lógica e de enigmas, tínhamos de descobrir números para abrir cadeados de algumas caixas escondidas. Uma delas guardava a chave da cela.

A cela.

Finalmente soltámos a nossa amiga e voltámos a ser três. O último código foi colocado numa caixa na parede, parecida à de um alarme. Ouvimos um estalido e uma parte da parede que segura o lavatório da sala abriu-se.

Seguiram-se enigmas ligados entre si, que envolveram máquinas de lavar a roupa, pistolas, telemóveis, cartas de jogo, carros e bicicletas. Como verdadeiras fugitivas, o tempo estava a contar e tínhamos de resolver tudo antes de sermos apanhadas. Um número microscópico escrito no mapa mundo da primeira sala atrasou-nos e deixou-nos a questionar se não precisamos de uma consulta de oftalmologia.

Ao todo, demorámos 60 minutos, que com toda a adrenalina pareceram 20. Desvendar-vos tudo seria batota para os próximos prisioneiros, mas uma coisa vos posso garantir: este foi o melhor escape game que experimentei e já estamos a planear a próxima sala que queremos ir — muito provavelmente a Catacomb Jones, inspirada na saga de Indiana Jones.

A Mission to Escape tem seis salas no espaço em Lisboa, e quatro (uma delas também com uma prisão) no número 10 da Rua do Carmo, no Porto. Os preços começam nos 40€ (Porto) ou 50€ (Lisboa) para duas pessoas e vão até aos 90€ para sete participantes.

Devido à pandemia do novo coronavírus, tudo é desinfetado no final de cada jogo, os funcionários que recebem os jogadores estão com equipamento de proteção individual, e é necessário utilizar máscara desde que se entra na Mission to Escape. Ao entrar, é-nos também dado gel para desinfetarmos as mãos.

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