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Faltam apenas 10 anos: desastres climáticos vão afetar 162 milhões em 2030

As medidas adotadas até ao momento são insuficientes para fazer frente a um aquecimento global médio de 1,5 graus neste século.
Furacões e tempestades são um problema.

Em 2017, cerca de 108 milhões de pessoas precisaram de ajuda humanitária como resultado de desastres como tempestades, inundações, secas e incêndios florestais. E este número pode crescer 50 por cento, para os 162 milhões de afetados, em 2030 — ou seja daqui a menos de dez anos, segundo a Organização Meteorológica Mundial.

O alerta foi divulgado esta terça-feira 13 de outubro, o Dia Internacional da Redução do Risco de Desastres, pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) num relatório conjunto com 15 agências e instituições internacionais.

No relatório, citado pela Lusa, a organização lembra que uma em cada três pessoas no mundo não está coberta por sistemas de alerta precoce contra este tipo de catástrofes. “Estar preparado e ser capaz de reagir na hora certa e no lugar certo pode salvar muitas vidas e proteger os meios de subsistência de comunidades em todo o mundo”, enfatizou o secretário-Geral da OMM, Petteri Taalas.

Esses sistemas servem de prevenção para todo o tipo de situações, desde ciclones e furacões a inundações, secas, ondas de calor, incêndios florestais, tempestades de areia e poeira, pragas de gafanhotos do deserto, invernos rigorosos ou inundações repentinas de lagos glaciais.

O estudo lembra que, na última metade do século, os desastres naturais associados ao clima causaram mais de dois milhões de mortos, 70 por cento deles em países menos desenvolvidos, e que resultaram em avultadas perdas económicas.

O relatório destaca como ponto positivo o financiamento de medidas para mitigar os efeitos das alterações climáticas, que está a atingir “níveis sem precedentes”. No entanto, alertam, as medidas adotadas até ao momento são insuficientes para fazer frente a um aquecimento global médio de 1,5 graus neste século, sublinhando que seria necessário investir cerca de 180 milhões de dólares anuais entre 2020 e 2030.

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