Na cidade

Governo fecha empreendimentos turísticos e alojamento local em São Teotónio e Almograve

O despacho do executivo diz expressar as preocupações dos empresários da região. que se encontram limitados pela cerca sanitária.
A Zambujeira do Mar.

O governo mandou encerrar a atividade dos empreendimentos turísticos e estabelecimentos de alojamento local nas freguesias de São Teotónio e Longueira Almograve, as duas que estão em cerca sanitária por causa dos casos de Covid-19.

Segundo um despacho do ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital publicado em Diário da República e citado pela Lusa, nestas duas freguesias estão localizadas, pelo menos, 275 empresas que se encontram impedidas de laborar, pois muitos dos seus colaboradores vivem fora da área circunscrita à cerca.

No que se refere ao setor do alojamento, “muitos operadores económicos viram o seu staff ser reduzido, deixando de poder prestar aos seus hóspedes o serviço de qualidade pelo qual se regem”, refere o despacho, dizendo por isso que o encerramento da atividade dos empreendimentos turísticos e dos estabelecimentos de alojamento local situados no perímetro da cerca sanitária é considerado desejável, “tendo em conta as preocupações expressas pelos empresários da região”.

O mesmo documento explica que as entidades exploradoras dos empreendimentos turísticos e dos estabelecimentos de alojamento local situados no perímetro da cerca sanitária devem comunicar às forças de segurança e às autoridades de saúde a identidade dos eventuais hóspedes para efeitos da autorização da sua saída.

Na sexta-feira, o Governo determinou “a requisição temporária, por motivos de urgência e de interesse público e nacional”, da “totalidade dos imóveis e dos direitos a eles inerentes” que compõem o complexo turístico ZMar Eco Experience, na freguesia de Longueira-Almograve (Odemira), para alojar pessoas em confinamento obrigatório ou permitir o seu “isolamento profilático”.

Logo nesse dia, cerca de 20 proprietários com habitações no empreendimento ZMar concentraram-se no local em protesto contra a requisição decretada pelo Governo e manifestaram a sua recusa em abandonar as casas.

Na segunda-feira, o bastonário da Ordem dos Advogados, Luís Menezes Leitão, veio defender que a requisição temporária do Zmar não podia abranger casas privadas, sob pena de violar a Constituição.

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