Descritas como “símbolo maior da tradição e do espírito limiano”, as Feiras Novas de Ponte de Lima, em honra de Nossa Senhora das Dores, vão celebrar os 200 anos com “um programa especial”. No dia 5 de maio, terça-feira, vão ser combinados “momentos de homenagem, cultura e celebração popular”.
As comemorações arrancam por volta das 16 horas, na Igreja Matriz, com a receção pela Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima. Segue-se então a sessão oficial de boas-vindas com a apresentação do programa das Feiras Novas 2026, assim como a apresentação da edição especial do Livro dos 200 Anos das Feiras Novas.
Já pelas 18 horas, na Biblioteca Municipal, vai ser inaugurada a exposição temporária “As Feiras Novas em Cartazes”, com várias peças gráficas e registos visuais das últimas décadas. No fim da Eucaristia de Sufrágio, às 19 horas, acontece a inauguração da nova iluminação da Igreja.
A celebração continua em versão noturna no Largo de Camões. Primeiro, com a apresentação do documentário sobre as Feiras Novas, às 20h45, e depois com um espetáculo de animação musical com a banda Kalhambeke, que acontece a partir das 21h30.
À meia-noite, ainda há tempo para encerrar as comemorações com uma sessão de fogo de artifício que assinala o início de um novo século da iniciativa.
“Com esta programação, o Município de Ponte de Lima e a Associação Concelhia das Feiras Novas convidam todos os limianos e visitantes a juntarem-se à celebração dos 200 anos das Feiras Novas, reafirmando o compromisso com a preservação das tradições e identidades que continuam a definir o coração do Alto Minho”, afirma a autarquia.
Classificadas como Património Cultural Imaterial em novembro de 2023, as Feiras Novas, assim designadas desde 1826, enquadram-se “na categoria das festividades cíclicas, marcadas por um forte pendor religioso e cultural”.
Organizada pela Associação Concelhia das Feiras Novas e pela câmara municipal, a romaria tem nas suas origens a devoção a Nossa Senhora das Dores e “ao apego à terra e às tradições, apresentando e mantendo um programa eclético que estabelece uma simbiose perfeita entre o ciclo da natureza e o calendário litúrgico”, conclui.









