Na cidade

Foguetão chinês “descontrolado” caiu no Oceano Índico

Perante alguma falta de informação, temia-se que os destroços pudessem passar zonas habitadas, mas isso não terá acontecido.
O Long March 5B.

O foguetão chinês que fez notícia em todo o mundo pela possibilidade, ainda que muito remota, dos seus destroços atingirem ou passarem em zonas habitadas, caiu afinal na madrugada deste domingo no Oceano Índico perto das Maldivas, sem provocar quaisquer estragos.

Segundo a “Sky News“, a informação foi avançada pelo próprio governo chinês, que adiantou que o Long March 5B reentrou na atmosfera do planeta às 3h24 da manhã, horário de Portugal, com a maior parte dos seus componentes a desintegrarem-se no momento da entrada, restando apenas destroços.

Estes destroços terão caído no mar a sudoeste da Índia e do Sri Lanka, segundo os media estatais chineses. O foguetão foi lançado do Centro de Lançamento Espacial de Wenchang a 29 de abril com o objetivo de colocar o Tianhe, o primeiro módulo da futura estação espacial da China, em órbita. O país tem em curso um programa espacial que inclui outros 10 lançamentos nos próximos tempos para levar vários equipamentos à órbita e abastecer a nova estação espacial chinesa.

Nos últimos dias, percebeu-se que não havia certezas exatas do ponto de queda de destroços no planeta, até porque o foguetão orbitava sem controlo; embora as probabilidades apontassem todas para os oceanos que cobrem, aliás, a maior parte da superfície da Terra.

No entanto, a incerteza sobre as condições do foguete e a imprecisão das previsões de localização dadas pela China fizeram com que muitas pessoas temessem o pior e criassem teorias de possível desgraça, enquanto na China se garantia que o risco de danos na superfície terrestre era extremamente baixo, até porque o equipamento se desintegraria quase totalmente.

De acordo com o canal britânico houve no entanto algumas críticas à maneira como a China lidou com a situação, até porque desde que pedaços da estação espacial da NASA Skylab aterraram na Austrália nos anos 70, a maioria dos países ajustou o design dos seus aparelhos para evitar entradas descontroladas.

 

 

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