Na cidade

Francisco Lufinha vai atravessar o Atlântico num barco movido a energias renováveis

O recordista mundial de kitesurf junta-se à EDP para o maior desafio da sua carreira: viajar sozinho num barco puxado pela força de um do vento.
Uma novidade incrível.

Francisco Lufinha e a EDP juntaram-se para um novo desafio ambicioso e único em Portugal. O kitesurfer português de 37 anos vai viajar sozinho num barco movido a energias renováveis pelo Atlântico, numa travessia de cerca de 6.700 quilómetros com uma duração prevista de três a quatro semanas. 

O apelo “Changing Tomorrow Now”, ou “mudar, já hoje, o amanhã”, nasce do esforço da EDP em convocar a sociedade para o combate às alterações climáticas. A empresa já apresentou a sua estratégia de transição energética que se comprometeu a realizar até 2030. Desta forma, a companhia vai investir 24 mil milhões de euros em transição energética.

“Toda a energia que vamos produzir vai ser através da energia solar, eólica e hídrica. A energia que vai chegar às nossas casas será 100% verde”, explica à NiT Catarina Barradas, diretora de marca da EDP. 

O projeto EDP Atlantic Mission surge precisamente neste sentido. É a missão mais arrojada da vida do atleta, já que o navegador pretende cruzar o Atlântico, movido apenas pela energia do vento. A viagem será realizada numa espécie de kiteboat, que irá deslocar-se através da força do vento. 

Francisco revela que é fanático pela adrenalina e por atingir metas inéditas. Reconhece, porém, que este é um desafio muito arriscado e o que o motiva é mesmo isso — não saber se vai conseguir.

“A ideia deste projeto surgiu em 2017, quando eu estava a vir dos Açores. Numa das noites finais do desafio, estava cheio de dores nos joelhos e nos tornozelos e disse: ‘o meu próximo desafio não vai ser de prancha, vai ser de barco e é dessa forma que nasce a “EDP Atlantic Mission”‘, explica à NiT. 

Assim, juntamente com uma equipa especializada, o kitesurfer criou um protótipo reutilizando um barco que andava à vela. O mastro e as velas foram retirados e, até este momento, conseguiram que o mesmo se movesse com um kite.

O próximo passo será colocar um piloto automático que controle o kite sozinho ou que o mantenha parado, para que o atleta consiga realizar tarefas normais como dormir, comer ou outras necessidades básicas. Depois deste piloto automático instalado, Francisco conseguirá descansar mas apenas por períodos de 20 minutos. 

A alimentação será à base de comida desidratada que é misturada com água do mar, que através de dessalinizadores é transformada em água doce. Toda a tecnologia instalada a bordo será alimentada através de painéis solares e de um hidro gerador, sem recurso a quaisquer combustíveis fósseis.

A comunicação com terra será feita através de uma antena satélite, com a qual o kitesurfer poderá realizar diretos e dar notícias aos seus familiares. Será também possível acompanhar a sua posição GPS, que será enviada a cada hora. 

Lufinha vai navegar durante o mês de novembro, a melhor altura para evitar furacões. Além disso, este desafio será realizado sem um barco de apoio.

“Não há outro caminho, não há planeta B, se eu consigo atravessar o Atlântico nestas condições, só com energias verdes, porque é que na sociedade não conseguimos adaptar-nos?” 

Este artigo foi escrito em parceria com a EDP.

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