Na cidade

Frio nas casas portuguesas relacionado com quase 25% das mortes no inverno

O alerta é da associação ambientalista Zero, que lembra que os idosos são os mais afetados — e pede medidas urgentes.
Casas frias.

Já foi por diversas vezes revelado e oficializado: apesar do clima aparentemente ameno, Portugal é um dos países da Europa onde as casas são mais frias — e, por consequência, mais frio as pessoas passam. A culpa é de sistemas de aquecimento inexistentes ou obsoletos face a outras nações, que são mais frias nas temperaturas ambiente mas com interiores muito mais bem preparados. Tudo se refere a dificuldades energéticas, mas também à própria estrutura das casas. E as consequências são sérias.

Esta semana, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê que as temperaturas continuem a baixar e cheguem a atingir os ~4 graus em algumas regiões do País. Com a ameaça de mais frio à porta, a associação ambientalista Zero lançou o alerta: “Em Portugal, o frio presente nas habitações estará na origem de quase 25 por cento das mortes no Inverno, sendo os idosos os mais afetados. Nos próximos dias, é fundamental um acompanhamento, principalmente pelas autarquias e serviços mais próximos, das famílias com maiores dificuldades para assegurarem um conforto minimamente adequado”, alerta a Zero, citada pela “CNN Portugal”.

Segundo a associação, é “imperativo” combater a pobreza energética e reduzir a dependência da utilização de lareiras, que deverão provocar um pico de poluição nos próximos dias. “As temperaturas muito baixas previstas para os próximos dias conduzirão muito provavelmente a picos de poluição do ar, particularmente grave pelas enormes emissões provenientes do uso de lenha em muitas habitações em zonas urbanas e rurais”, salienta.

De acordo com os ambientalistas, são necessárias medidas que alertem para a perigosidade do uso excessivo de lenha, principalmente de forma ineficiente, e do custo que as soluções alternativas estruturais têm, “a começar pela sustentabilidade energética dos edifícios, à promoção de sistemas de climatização ativa eficientes e menos poluentes”.

Segundo dados recentes do Eurostat, Portugal encontra-se entre os quatro piores países da Europa em termos de conforto térmico em casa, com 18,9 por cento das pessoas a afirmarem que não conseguem manter a casa quente durante os meses mais frios do ano. 

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