Na cidade

Há 103 praias em Portugal com arribas instáveis — e super perigosas para os banhistas

Quem não respeitar a sinalética, pode levar uma multa de 30 a 100€. O Algarve é a região em maior risco.
Cuidado ao estender a toalha.

Com a pressa de estender a toalha e ir a correr dar um mergulho, há quem deixe os pertences no primeiro espaço vazio que encontra na areia. À primeira vista, não parece existir perigo nenhum, mas a verdade é que existem 103 praias na costa portuguesa com arribas que estão em risco de queda. 

A costa nacional tem 943 quilómetros, com praias que chamam turistas de todo o mundo e que são muitas vezes referência em revistas e sites internacionais. No entanto, nem tudo é perfeito: um quinto das 529 praias vigiadas têm arribas instáveis, adianta o jornal “Expresso”.

O Algarve tem o maior número de praias com Bandeira Azul e é igualmente a região onde há mais areais com arribas em derrocada. Seguem-se a costa alentejana e a zona costeira do Tejo e Oeste. Estão todas devidamente identificadas, por isso, quem não respeitar a sinalética, pode ter de pagar uma multa de 30€ a 100€. 

No total, existem 103 zonas balneares com a sinalética de arribas perigosas, segundo a Agência Portuguesa do Ambiente (APA). As praias da Arrifana, Beliche, Castelejo, Tonel, Benagil, Caneiros, Cova Redonda, Tremoços, Marinha, Vale Centeanes, D.Ana, Careanos e Coelho são alguns destes exemplos na região algarvia. 

Já entre Setúbal e Aljezur, na costa alentejana, apenas o Portinho da Arrábida (Setúbal) e Alteirinha (Odemira) estão sinalizadas para uso limitado. As praias do Ouro, Prainha, Califórnia, Galapinhos, Galapos, Creiro, Albarquel, Samouqueira, Serro de Águia, Ilha do Pessegueiro, Malhão, Almograve, Nossa Senhora, Zambujeira do Mar, Amália e Carvalhal também estão sinalizadas pela APA.

Entre Alcobaça e Sesimbra, há 11 praias onde deve ter cuidado ao estender a toalha: Água de Madeiros; Rei Cortiço; São Bernardino; Formosa; Peralta; Valmitão; Coxos em Mafra; Adraga; Azenhas do Mar; Magoito; e São Julião. A área segura corresponde a menos de 50 por cento da praia.

“A beleza natural procurada pelos utentes destas áreas é, no entanto, indissociável do risco decorrente da instabilidade das arribas”, reforça a APA, que diz que os desmoronamentos podem ser muito variáveis no espaço e no tempo.

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