Na cidade

Há mais uma alternativa ao Hygge — desta vez é escocesa

Chama-se Còsagach e, segundo a organização de turismo da Escócia, é uma receita para a felicidade muito melhor do que a dos dinamarqueses.

Um dia somos nós a inventar uma filosofia de vida.

20.800 resultados. É este o número de notícias disponíveis no motor de busca da Google às 15h14 desta terça-feira, 2 de janeiro, quando pesquisamos a palavra Còsagach. Ainda está longe dos 193 mil que aparecem quando escrevemos Hygge, mas é preciso ter calma — esta nova “filosofia de vida” ainda está a começar.

Foi a 12 de dezembro que a organização de turismo escocesa Visit Scotland escreveu um artigo onde garantem ter um rival do Hygge para 2018. Falam do Còsagach que, traduzindo, significa confortável, acolhedor, protegido. E o que é isto exatamente? Tal como o dinamarquês Hygge, mais do que uma tendência, é um estilo de vida. E inclui muita madeira na decoração, cobertores, whisky escocês e papas.

Comecemos por recordar a loucura do Hygge

A grande sensação de 2017 foi o Hygge. Tudo começou com “O Livro do Hygge: O Segredo Dinamarquês para Ser Feliz”, de Meik Wiking, lançado pela primeira vez a 1 de setembro de 2016 (recorde a entrevista à NiT). O presidente do Happiness Research Institute tornou popular um conceito enraizado na língua e cultura dinamarquesa há mais de 200 anos que, convém recordar, há muito tempo que detém o título do povo mais feliz do mundo.

E continuamos a andar às voltas. O que é que significa então Hygge? Acima de tudo, é de aconchego, bem-estar, conforto e satisfação. Pequenas coisas como tirar um momento para si, aproveitar a luz, beber uma chávena de chá, acender uma vela. Ouvir o crepitar da lareira, tomar um banho de imersão, ver um bom filme.

Descobrir o prazer nas pequenas coisas da vida, portanto. Ainda em 2017, foram várias as tentativas de tornar populares novos sucessores ao Hygge. Talvez não saiba o nome de todos, mas os mais falados foram o Lagom, Ikigai e Wabi Sabi.

Depois do Hygge, o Lagom, Ikigai e Nesting

O Lagom foi lançado pelos suecos e, mais uma vez, tudo começou com o livro: “Lagom — O Segredo Sueco para Viver Bem”, de Lola Akinmade Åkerström (recorde as dicas da autora à NiT). Ela garantia que quem percebia mesmo de felicidade era a Suécia, que essencialmente significa encontrar um meio termo. Lagom significa “na medida certa”, ou “nem demais, nem de menos”.

E é esse o segredo para a felicidade. Em termos práticos, mais vale estar calado do que fazer conversa de circunstância (eles são adeptos de longos silêncios); chorar e rir sim, mas sem deixar-se levar pelas suas emoções em excesso; trabalhar com empenho claro, mas não descure as pausas. Ao nível da decoração, também há que manter um equilíbrio entre o minimalismo e o maximalismo.

Quando achávamos que já tinha acabado, veio o Ikigai. Depois da Dinamarca e da Suécia, foi a vez de uma filosofia de vida japonesa se tornar popular. Mais uma vez veio um livro, “Ikigai – Viver Bem Até Aos Cem”, de Francesc Miralles e Héctor García.

Em algumas coisas é completamente contrário ao Hygge. Em vez de abrandar, o Ikigai promove a ideia de que temos de manter um ritmo de vida ativo. Não parem, não se reformem: desde que aquilo que estejam a fazer vos faça felizes. Já no que diz respeito ao Lagom, até se aproxima na questão de ser moderados — é que eles têm uma regra, de não comer mais do que 80% da sua fome. É o segredo para uma vida longa e saudável, garantem.

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

AGENDA NiT