Na cidade

Há um relógio que diz quanto tempo temos para salvar o planeta — e já não é muito

O contador foi montado na Semana do Clima para alertar os cidadãos de todo o planeta.
Já não falta muito tempo.

Estamos habituados a que os relógios nos digam as horas do dia, mas não tem de ser sempre assim. Em Nova Iorque, há um relógio que avisa quanto tempo falta até atingirmos o ponto de não retorno. Este relógio foi montado por Gan Golan e Andrew Boyd, artistas e ativistas, que quiseram instalar uma contagem decrescente num edifício envidraçado na Union Square, nos Estados Unidos.  

Às 12 hora de esta quinta-feira, 24 de setembro, faltam 7 anos e 99 dias, 0 horas, 0 minutos e 0 segundos para atingir os níveis de emissões de carbono máximos  — estes números são calculados com base no Instituto de Pesquisa Mercator sobre Bens Globais Comuns e Mudança Climática de Berlim. O relógio, colocado na lateral de um prédio em vidro, tem dois números. O vermelho, é o prazo final, ou seja, a contagem decrescente para salvar o planeta e o verde foi apelidado de “tábua de salvação”, tendo a percentagem de energia disponível na Terra, que é fornecida por fontes renováveis.

Os criadores do Relógio do Clima, que são citados pelo “The Washington Post“, afirmam que a mensagem que querem transmitir é simples —  para que o planeta seja salvo, temos que reduzir as emissões de carbono, e o tempo para o fazer está a terminar. Ainda assim, se não poder ir até Nova Iorque, o que por causa da pandemia é bastante provável, pode aceder ao site que Golan e Boyd criaram para ter acesso a estes números, estar atualizado sobre outras informações relevantes e também aprender como fazer o próprio relógio. 

Este contador vai estar em exibição até dia 27 de setembro, que marca também o final da Semana do Clima em Nova Iorque, organizada pelo Climate Groupe, com vários painéis de discussão sobre o aquecimento global. Em relação ao futuro, os responsáveis querem que o relógio esteja em exibição permanente, em Manhattan ou noutro local na cidade norte-americana. Além disso, querem instalar relógios semelhantes em Berlim e Génova, tendo já começado as conversações com os responsáveis. 

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