Na cidade

Há uma explicação para o mau cheiro que invadiu Lisboa nos últimos dias

Segundo as previsões meteorológicas, o odor deve ficar menos intenso esta terça-feira, 30 de janeiro.
O cheiro tem sido sentido na região de Lisboa e Vale do Tejo.

Se tem estado pela região de Lisboa e Vale do Tejo nos últimos dias certamente já notou que existe um cheiro estranho no ar. Podre, insuportável ou desagradável. Estes têm sido alguns dos adjetivos usados pelas pessoas para o descrever. Ao que tudo indica, o odor provém de um sítio mais a sul da Área Metropolitana, provavelmente do Alentejo, embora ainda não se saiba a localização exata.

Este cheiro apresenta algumas características do designado “acre/azeitonas”, o que não significa que esteja diretamente relacionado com este fruto. Pode, sim, ter a ver com a “indústria de processamento do bagaço de azeitonas ou do processamento de resíduos”, revelou Sofia Teixeira, investigadora do grupo de qualidade do ar da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, ao jornal “Público”.

Esta é uma situação atípica, uma vez que não é normal que acontecimentos desta natureza se prolonguem por tantos dias e em tantas zonas geográficas diferentes. Neste caso, isso tem acontecido graças às condições meteorológicas dos últimos dias: tem-se verificado uma evolução térmica baixa que faz com que os gases fiquem concentrados numa camada mais baixa da atmosfera e, ao mesmo tempo, os ventos vêm do sul no sentido para a capital. Desta forma, o odor tem se espalhado de forma mais intensa.

Ainda assim, as previsões indicam que esta terça-feira, 30 de janeiro, o vento acalme e faça desaparecer o tal cheiro desagradável.

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