Na cidade

Cada vez mais portugueses procuram casa nas cidades do interior

Apesar disso, as áreas metropolitanas, no geral, ainda são as que captam mais atenções, mesmo tendo registado diminuições.
Beja lidera as procuras.

O interesse pelo interior do País e cidades intermédias parece estar a aumentar. A tendência é notada por um estudo da Imovirtual sobre a procura e oferta de casa nas diferentes zonas geográficas nacionais em 2019, 2020 e 2021. As conclusões da pesquisa foram divulgadas em comunicado esta segunda-feira, 7 de fevereiro.

O documento revela que a procura de habitação nestas áreas registou um crescimento de 14 por cento em 2021, relativamente a 2020, e de 51 por cento quando comparado com 2019. Guarda (+139 por cento), Beja (+123 por cento) e Portalegre (+112 por cento) são as cidades que mais contribuíram para esta subida em relação a 2019, “ainda que tenham registado estabilização ou variações menos significativas face a 2020 (+6, -4 e +10 por cento, respetivamente)”.

Estes são, precisamente, os territórios com os preços médios mais acessíveis no último ano, segundo o barómetro anual da Imovirtual: 112.759€ na Guarda, 117.845€ em Portalegre e 141.657€ em Beja.

Mesmo com uma diminuição de 35 por cento em relação a 2019, as áreas metropolitanas, no geral, continuam a ser as mais atrativas. “Apesar de se registar uma recuperação ligeira face a 2020 (+7 por cento), continua muito abaixo da procura pré-pandemia. Em Lisboa, registou-se uma diminuição de 37 por cento na procura de casa em 2021 face a 2019, com uma recuperação de 16 por cento face a 2020. No caso do Porto, a busca de habitação desceu 33 por cento face a 2019 e de 1 por cento face a 2020”.

O estudou notou ainda que nas cidades intermédias, os portugueses procuram sobretudo por moradias, enquanto em Lisboa e Porto os apartamentos são mais populares.

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