ROCKWATTLET'S ROCK

Foi a única mulher a ser nomeada entre 4 homens. Como se sente ao receber o prémio?

Não estava de todo à espera, nem preparei nada. A minha marca é muito recente, ganhei o boom em 2020 e não estava nada à espera, mas estou muito feliz.

O seu trabalho tem sido marcado por colaborações com a Carminho ou a Victoria Guerra, por exemplo. É importante ter uma musa como inspiração?

Sem dúvida, mas mais importante do que isso é saber que foi alguém que procurou o meu trabalho, por se identificar, por se conseguir rever nas minhas coisas. Isso é ainda mais especial. 

Ainda por cima com a pessoa que a Carminho é. É super importante ter uma musa, mas acaba por ser um trabalho muito mais orgânico porque é entre nós, não é de mim para ela, nem ela para mim, é entre nós as duas.

Como surgiu o interesse pelo mundo da moda?

Eu era bailarina, mas tive uma lesão e tive, de alguma forma, materializar a minha criatividade. Foi uma altura muito complicada para mim quando deixei de dançar e quando tive de fazer essa procura, comecei a perceber que é algo que diariamente me socorro, isto de vestir talvez de uma forma mais peculiar. Achei que seria um caminho em que realmente me sentiria de alguma forma concretizada.

E sobre projetos futuros, está a pensar agora apostar na internacionalização?

Sim, sem dúvida. O meu problema é ser uma marca pequena e não ter apoios e financeiramente é um desafio muito grande, mas sem dúvida que a internacionalização é um passo a dar, até porque muita da procura que tenho é lá de fora.

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