Na cidade

Icónico edifício do Príncipe Real vai renascer com escritórios, lojas e restaurantes

O Anjos Urban Palace encontra-se atualmente em obra de revitalização sob a direção do arquiteto Eduardo Souto de Moura.
É um edifício do século XIX.

Mandado construir no ano de 1875 por Policarpo Ferreira dos Anjos, o icónico palacete do século XIX, situado no Príncipe Real, está a passar por uma enorme transformação. O edifício, detido pela EastBanc, encontra-se atualmente em obra de revitalização, sob a direção do arquiteto Eduardo Souto de Moura.

As consultoras imobiliárias CBRE e Savills estão responsáveis pela comercialização do Anjos Urban Palace, que agora renasce numa das mais vibrantes áreas de Lisboa. “Esta reabilitação veio reiventar o palacete convertendo-o num espaço multifuncional, com quatro andares de escritórios amplos e repletos de luz natural, duas luxuosas lojas com características únicas e um restaurante de grande dimensão com um terraço encantador”, adianta a EastBanc.

A entrada do edifício, com cerca de 3.250 metros quadrados, situa-se na Rua da Escola Politécnica, mesmo em frente ao jardim do Príncipe Real, com o Jardim Botânico nas traseiras. Com seis pisos, repletos de luz natural, vai receber as componentes de retalho, escritórios e restauração.

Na vertente de escritórios, o Anjos Urban Palace preserva “o seu encanto histórico aliado a uma intervenção e acabamentos modernos”, que criam assim uma “experiência de espaço de trabalho única para empresas que procuram qualidade e um posicionamento premium”.

Quanto às lojas, com espaços que variam entre os 215 e os 366 metros quadrados, irão oferecer montras viradas para uma zona de elevado tráfego nacional e de turistas. O objetivo é receber marcas de prestígio dos mais diversos setores.

Outro dos destaques será o restaurante, com cerca de 650 metros quadrados, e o jardim que dará continuidade para o Jardim Botânico. “É o local ideal para que uma marca possa expandir a sua operação no mercado nacional ou mesmo abrir o seu primeiro espaço em Portugal, garantindo uma enorme visibilidade e a certeza de estar integrado numa das zonas de maior notoriedade da capital”, destacam.

Tiago Eiró, direto executivo da EastBanc Portugal, afirma que o Anjos Urban Palace é “o exemplo perfeito de como a reabilitação urbana consegue dar uma nova vida a um edifício histórico, mantendo a sua identidade, ao mesmo tempo que lhe confere novos usos adaptados às necessidades atuais”. Com vistas privilegiadas para o rio e para os Jardins Botânico e do Príncipe Real, este edifício “integra num só ambiente espaços de retalho e de escritórios, cumprindo práticas de construção sustentáveis”.

Antes de ser adquirido pela EastBanc, o palacete pertenceu muitos anos ao Banco de Portugal, o que conferia ao edifício um aspeto “muito robusto e sobredimensionado”. “Com a nossa intervenção, aquilo que fizemos foi torná-lo o mais amplo possível. Abrimos as vistas para um belo jardim e reduzimos para mais de metade o número de pilares que o espaço apresentava inicialmente, por exemplo”, acrescenta o gabinete de Arquitetura de Souto Moura, citado pelo “Idealista”.

O edifício.

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