Na cidade

Isolamento da população está a trazer animais selvagens para as grandes cidades

O Fundo para a Proteção dos Animais Selvagens (FAPAS) recebe vários relatos de aves e mamíferos que passeiam por ruas desertas.
Os efeitos indescritíveis do coronavírus.

No passado sábado, 4 de abril, Odivelas recebeu dois visitantes inesperados: uma dupla de corços surgiu a passear pelo bairro de Codivel. Mas estes não são os únicos animais que aproveitaram para conhecer os centros das grandes cidades portuguesas durante a pandemia do coronavírus. 

Em declarações à “TSF“, Miguel Dantas da Gama, dirigente do Fundo para a Proteção dos Animais Selvagens (FAPAS), explica que a associação tem recebido cada vez mais relatos de animais selvagens a visitar os espaços urbanos que nas últimas semanas têm estado mais vazios devido ao isolamento da população portuguesa.

O fenómeno tem vindo a ser cada vez mais frequente, quer por animais que tradicionalmente são vistos em parques ou jardins, mas também por animais típicos de zonas selvagens como, por exemplo, aves e pequenos mamíferos. “Não é uma boa notícia provocada pela Covid-19, mas uma consequência agradável dos seus efeitos”, explica na entrevista.

Há alguns relatos de avistamentos de raposas e javalis nos centros urbanos. “Animais que já se aproximavam dos meios urbanos e que antes já se movimentariam de noite mas que agora têm mais à vontade para o fazer de dia. É um sinal de que a natureza tem sido menos pressionada nas últimas semanas”.

Além disso, toutinegras, felosas, pegas, gaios e outras aves de rapina que eram menos comuns nas grandes cidades, têm vindo a aparecer em cada vez maior número nos últimos dias. 

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