Na cidade

Já pode visitar de forma gratuita a Caravela Vera Cruz

O navio está aberto a partir desta segunda-feira, 20 de setembro, a visitas de escolas, associações e ao público em geral.
Pode ser visitada das 10 às 17 horas.

Conta a história que foi do Algarve que partiram as primeiras caravelas da epopeia dos Descobrimentos. Inventadas pelos portugueses, aventuraram-se nos séculos XV e XVI pelos oceanos e foram à descoberta, sem medos, do que havia além-mar. Fáceis de manobrar e aptas para a bolina, foi aliás numa delas que Bartolomeu Dias dobrou, em 1488, o Cabo da Boa Esperança. Algumas centenas de anos depois, surge no mesmo sítio onde foi criada uma réplica destes gigantes do mar. Chama-se Caravela Vera Cruz e vai poder ser visitada gratuitamente.

Tudo acontece no Porto Comercial de Faro, a partir desta segunda-feira, 20 de setembro. Até sábado, 24 de setembro, é possível visitar uma réplica daquele que foi o “mais importante navio português do século XV”. E sem quaisquer custos. A embarcação está aberta das 10 às 17 horas para escolas, associações e público em geral. Exceto na sexta-feira, 24 de setembro, uma vez que está a ser organizado um workshop para criativos.

“Trata-se de uma oportunidade única para visitar uma das embarcações mais importantes nas viagens portuguesas dos séculos XV e XVI e conhecer melhor as técnicas de navegação dos portugueses, as rotas comerciais e de exploração ou a vida a bordo das caravelas”, esclarece a entidade responsável pela iniciativa, Associação Portuguesa de Treino de Vela (APORVELA).

Esta versão de caravela foi construída nos estaleiros de Vila do Conde, em 2000, justamente no ano em que se comemoravam os 500 anos da descoberta do Brasil. Segundo a APORVELA no seu site oficial, a embarcação “destina-se a possibilitar o treino de vela e experiências de mar, sobretudo a jovens, a participar em provas e outros eventos náuticos, à investigação do comportamento e manobra das antigas caravelas e à realização de visitas de estudo com escolas em Lisboa e outros portos nacionais”.

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