Na cidade

Já se sabe quando vai poder visitar as galerias romanas de Lisboa

Os bilhetes vão estar disponíveis duas semanas antes, sendo que costumam esgotar rapidamente.
As galerias.

São normalmente os bilhetes mais desejados da cidade de Lisboa: assim que são colocados à venda esgotam em minutos, como se de um concerto de uma das melhores bandas do mundo se tratasse. Todos os anos, as incríveis Galerias Romanas da Rua da Prata, em Lisboa, abrem ao público por altura da primavera e do outono e as inscrições para conhecer este marco histórico e emblemático de Lisboa voam.

Para a próxima edição das visitas guiadas já há datas, avança a “Evasões“: 17, 18 e 19 de abril sendo que as inscrições poderão ser feitas duas semanas antes, ou seja no início do próximo mês.

Esteja por isso atento ao site e Facebook do Museu de Lisboa, para não perder esta corrida. A revista adianta que cada bilhete vai custas três euros por pessoa, por uma visita guiada de cerca de 25 minutos às galerias. Além das visitas “normais”, o Museu de Lisboa promove normalmente percursos pedonais temáticos com início nas Galerias Romanas e final nos núcleos do Museu de Lisboa: Santo António, Teatro Romano e Casa dos Bicos (núcleo arqueológico).

Tal como a NiT já noticiou, esta corrida ao bilhete deverá estar prestes a terminar, já que a autarquia tem planos para passar a manter as Galerias Romanas abertas durante todo o ano.

Atualmente, cada vez que as galerias abrem ao público, a sua água tem de ser bombeada. Quando está fechado, o monumento romano tem um nível de água superior a um metro de altura, proveniente de lençóis freáticos que correm por baixo de Lisboa, havendo por isso necessidade de uma operação de retirada da água para possibilitar a visita ao interior — e ainda uma limpeza.

A autarquia quer agora “musealizar as galerias”, criar um acesso viável a todos e um centro interpretativo com entrada acessível a todos pela Rua da Prata. Segundo anunciou recentemente a CML, a ideia é que isto aconteça ainda em 2020, no final do ano.

Por enquanto, no entanto, a entrada na Rua da Prata, na esquina da Rua da Conceição com a Rua dos Correeiros, abre apenas durante os referidos três dias de abril.

Segundo a EGEAC, a estrutura romana foi descoberta no subsolo da Baixa de Lisboa, em 1771, na sequência do terramoto de 1755 e posterior reconstrução da cidade. Ao longo dos tempos, as galerias têm sido objeto de diversas interpretações quanto à sua função original. Atualmente, teses quase unânimes avançam a possibilidade delas terem sido um criptopórtico. Ou seja, uma solução arquitetónica que criava, em zona de declive e pouca estabilidade geológica, uma plataforma horizontal de suporte à construção de edifícios públicos de grande dimensão.

A descoberta de uma inscrição a Esculápio, Deus da Medicina, que se encontra atualmente no Museu Nacional de Arqueologia, poderá ser uma confirmação do caráter público deste edifício. A inscrição está feita em nome de dois sacerdotes do culto imperial e em nome do Município de Olisipo, gravada numa das faces de um bloco de calcário e datada do século I a.C.

No início do século XX, as galerias ficaram conhecidas como as “Conservas de Água da Rua da Prata” por serem utilizadas pela população como cisterna.

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