Na cidade

Já só há 4 concelhos atrás no desconfinamento — mas Lisboa está oficialmente em risco

Dois concelhos recuam (Arganil e Golegã). Montalegre e Odemira ficam na mesma fase e Lamego avança no desconfinamento.
Lisboa em alerta.

Há cada vez menos concelhos portugueses de fora da fase final de desconfinamento. Mas Lisboa, em linha com a subida constante de casos e incidência dos últimos dias, está oficialmente na lista dos municípios de risco.

O governo anunciou esta quinta-feira, 27 de maio, o seu novo balanço, agora feito numa base semanal, face aos concelhos nacionais e às medidas a aplicar no âmbito do plano de desconfinamento. Segundo a Ministra de Estado e da Presidência, a partir deste sábado, 29 de maio, dois concelhos recuam no desconfinamento — Arganil e Golegã — dois ficam na fase onde estavam — Montalegre e Odemira — e Lamego avança para a fase final de desconfinamento, onde se encontra a maioria do País.

Como explicou Mariana Vieira da Silva, é mesmo a “grande maioria do território nacional” que está agora no mesmo plano de desconfinamento: dos 278 concelhos do País, 274 têm “as mesmas regras”, as do início de maio.

Fora deste grupo, três concelhos ficam com as regras da terceira fase de desconfinamento, de 19 de abril: Golegã, que para ela recua; e Montalegre e Odemira, que nela ficam; e um concelho (Arganil) recua para as regras da segunda fase, de 5 de abril, resumiu a governante.

Quanto à situação de alerta, para quando a incidência de casos de Covid-19 justifica especial atenção, “entram em alerta quatro concelhos, continuam em alerta três concelhos, e saem de alerta seis concelhos“, explicou a ministra. Saem desta lista Albufeira, Castelo de Paiva, Fafe, Lagoa, Oliveira do Hospital e Santa Comba Dão; mantêm-se os concelhos de Tavira, Vila do Bispo e Vila Nova de Paiva; e Lisboa entra mesmo para a lista de concelhos em situação de alerta, juntamente com Chamusca, Salvaterra de Magos e Vale de Cambra.

A ministra deu destaque à região de Lisboa e Vale do Tejo, lembrando que esta “continua com níveis de incidência crescente” e que causam alguma preocupação, “daí as medidas já apresentadas de aceleração dos testes e realização de testes em pontos específicos”, adiantou, tentando-se assim evitar um retrocesso. Sobre a eventual alteração aos parâmetros da matriz de risco, a ministra remeteu a decisão para depois da reunião a realizar sexta-feira com especialistas no Infarmed.

O governo decidiu ainda prolongar a situação de calamidade em território nacional até 13 de junho. A situação de calamidade entrou em vigor em 1 de maio e foi renovada há duas semanas até às 23h59 deste domingo.

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