Na cidade

Jeff Bezos e Richard Branson: foram ao espaço mas não podem ser considerados astronautas

Autoridade dos Estados Unidos diz que os dois turistas espaciais não cumprem os requisitos técnicos para merecer esse estatuto.
Não chegou.

Fizeram história nos últimos dias como os primeiros turistas espaciais do mundo. O dinheiro dos bilionários Jeff Bezos e Richard Branson — que estão na disputa pelo controlo das viagens espaciais comerciais, a par de Elon Musk — já lhes garantiu um lugar na história. No entanto, esta sexta-feira, 23 de julho, a FAA, o regulador aéreo dos Estados Unidos veio esclarecer que o facto de terem estado no espaço não faz de Bezos nem de Branson astronautas.

Para que “tecnicamente” pudessem ser considerados astronautas, os dois bilionários teriam de “fazer parte da tripulação da viagem e contribuir para a segurança do voo”. Como isso não aconteceu, não são astronautas, pelo menos aos olhos do governo norteamericano.

A FAA (Federal Aviation Administration) recorda que as regras são claras. Mesmo numa expedição comercial — como é o caso do turismo espacial — para que os participantes sejam considerados astronautas, têm de viajar pelo menos 80 quilómetros acima da superfície terrestre. Um requisito cumprido por Bezos e por Richard Branson.

O problema, esclarece aquela entidade, é que o fundador da Amazon e o dono do império Virgin, foram apenas passageiros nos seus respetivos voos, não tendo “demonstrado durante o voo o desempenho de atividades que fossem essenciais ao mesmo, relevantes para a segurança pública ou que contribuíssem para a segurança do voo espacial de pessoas”. 

Ainda sobre o tema, a FAA recorda que há outras formas de se tornarem astronautas e que nem é preciso ir ao espaço: basta preencher os programas espaciais reservados a membros da NASA ou do exército dos Estados Unidos.

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