Na cidade

Juan Carlos I pediu dinheiro emprestado a mais de 50 amigos para pagar dívida ao fisco

O rei emérito espanhol já saldou a dívida de cerca de 4,4 milhões de euros.
Aquela chamada incómoda.

Juan Carlos I, rei emérito de Espanha, não está a ter, seguramente, a reforma que esperava. Depois de ter sido forçado a abdicar para evitar embaraços à Coroa, de ter sido praticamente proscrito pela família e de ter saído do país para o exílio, o monarca viveu por estes dias um episódio, no mínimo insólito.

A braços com uma dívida ao Fisco espanhol superior a 8 milhões de euros — que seria suficiente para a sua detenção caso regressasse a Espanha — o rei emérito não teve outra opção que não fosse pedir dinheiro emprestado aos amigos. De acordo com o diário espanhol “La Vanguardia”, Juan Carlos I terá ligado a cerca de 50 amigos, a quem solicitou empréstimos para pagar a sua conta às finanças.

Como os amigos são para as ocasiões, o dinheiro lá foi caindo na conta do monarca — sob a forma de empréstimos e não doações, já que estas estão sujeitas, em Espanha, a uma tributação de 34 por cento —, que na passada sexta-feira, 26 de fevereiro, amortizou uma parte da sua dívida. De acordo com o jornal, Juan Carlos pagou perto de 4,4 milhões de euros.

A expetativa do monarca é que esta primeira amortização lhe permita regressar a Espanha (encontra-se atualmente nos Emirados Árabes Unidos), mas coincide com notícias que dão conta de mais um potencial problema legal. Em causa está a fundação Zagatka, usada pelo rei para pagar os voos privados na origem do esquema de fuga ao Fisco que agora o rei tenta regularizar, serviu também para enviar milhares de euros para sociedades offshore em Hong Kong e no Panamá.

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

AGENDA NiT