Na cidade

Lisboa é uma das cidades mais stressantes da Europa para conduzir

Não é surpresa para ninguém. Conduzir na capital nas horas de ponta pode ser um verdadeiro pesadelo.
É realmente um stress.

Para quem costuma passar horas no trânsito nas estradas só para conseguir chegar ao trabalho em Lisboa, esta afirmação não é propriamente uma novidade. Conduzir em Lisboa pode ser uma verdadeira dor de cabeça, principalmente nas horas de ponta, onde se demora, em média, 17 minutos e 40 segundos para fazer uma viagem de 10 quilómetros.

Agora, um estudo da DiscoverCars, divulgado esta quinta-feira, 23 de maio, veio comprovar aquilo que já todos calculávamos. A empresa fez uma pesquisa para descobrir qual das nove capitais europeias é a mais stressantes e Lisboa ficou classificada em segundo lugar, segundo os batimentos cardíacos dos condutores locais. A capital portuguesa só ficou atrás de Oslo, na Noruega, e ficou à frente de destinos como Londres, Budapeste, Munique, Praga, Alemanha e Cracóvia.

Para chegar a esta conclusão, a empresa de aluguer de automóveis mediu a frequência cardíaca dos condutores durante uma viagem de 30 minutos pela cidade, assim como a frequência cardíaca em repouso. Os dados foram posteriormente mostrados ao médico especializado em medicina interna, Adedeji Saheed que forneceu uma visão sobre os ritmos cardíacos típicos. 

No caso de Lisboa, por exemplo, a frequência cardíaca dos participantes ao volante era dos mais elevados: 104 bpm no ponto mínimo e 134 bpm no ponto máximo. “Junto à costa, o centro histórico da cidade de Lisboa é sem dúvida bonito, mas devido à sua idade, existem muitas ruas estreitas que alguns habitantes locais acreditam ser uma causa de ansiedade induzida pela condução”, explica Aleksandrs Buraks, diretor de crescimento da empresa.

A cidade surge assim em segundo lugar com uma taxa de stress de 36, ligeiramente abaixo do valor de Oslo, na Noruega, cujo índice é de 37,5. Apesar de 134 bpm estar dentro do intervalo geralmente considerado normal, o médico sugeriu que as pessoas que apresentam uma frequência cardíaca deste nível durante as atividades diárias devem estar atentas a sintomas. 

Por exemplo, em repouso, o mesmo condutor atingiu 122 bpm no ponto máximo, o que significa que está acima do intervalo tipicamente esperado, podendo ser indicativo de stress ou ansiedade.

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

AGENDA NiT