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Lisboa vai ouvir um alerta de tsunami na próxima semana. O que deve fazer?

As sirenes fazem parte de um teste do sistema de resposta a catástrofes naturais. A ação acontece em toda a zona ribeirinha da cidade.

A sirene de alerta de tsunami vai soar a partir das 10h30 da próxima terça-feira, 24 de março, na zona ribeirinha de Lisboa. Porém, não há motivo para entrar em pânico, já que o alarme será acionado como parte de um exercício de simulação que já é habitual na cidade.

A iniciativa, chamada LisbonWave26, colocará à prova a eficácia e a prontidão do Sistema Municipal de Aviso e Alerta de Tsunami perante uma possível catástrofe natural. Durante o teste, espera-se que sejam ativadas quatro sirenes, anunciou a Câmara Municipal de Lisboa.

O som vai tocar em quatro das áreas com maior densidade populacional junto ao Tejo, onde há um maior risco de inundação. Acontecerá no Passeio Carlos do Carmo, entre Belém e a Ajuda, na Doca de Alcântara, na Praça do Império, também em Belém, e ainda no Terreiro do Paço, em Lisboa.

Inserida nas comemorações do Dia Internacional da Proteção Civil, esta ação tem o objetivo de garantir que os cidadãos conseguem distinguir o sinal de alarme sonoro, bem como identificar os pontos de encontro de emergência para onde se podem deslocar caso aconteça uma ameaça real.

Esta iniciativa inclui a instalação de um sistema de aviso à população, com duas sirenes e dois painéis informativos digitais na Praça do Império e na Ribeira das Naus, e de sinalética vertical de evacuação de emergência (percursos de evacuação e pontos de encontro), a que se juntam a realização de ações de sensibilização e informação pública.

As placas tectónicas da Eurásia e da Núbia convergem ao largo do sul de Portugal continental, aumentando o risco de sismo. As várias falhas ativas existentes nesta região são, aliás, responsáveis pela maioria dos sismos registados em território nacional.

Os especialistas são unânimes: o nosso País irá, quase inevitavelmente, ser afetado por um abalo de dimensão semelhante à do terramoto de 1755. Porém, é impossível prever se irá acontecer no próximo ano ou daqui a 200 anos. Associados a sismos vêm muitas vezes maremotos — tal como aconteceu, aliás, na década de 50.

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