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A LisbonWeek vai ser na Ajuda, com miradouros e espaços secretos abertos ao público

O evento tem como objetivo dar nova vida aos bairros de Lisboa e já começou a anunciar a programação para este ano.
A Ajuda dos miradouros e moinhos.

Já são conhecidas as datas e os primeiros programas para a 5.ª edição da LisbonWeek, a plataforma de eventos e comunicação que pretende dar nova vida aos bairros de Lisboa, mostrando durante uma semana o seu lado mais escondido e inexplorado.

Em 2019, a Ajuda foi o bairro escolhido para receber um cartaz que inclui exposições, música, arte, miradouros improváveis com vistas de cortar a respiração, espaços nunca antes abertos ao público, visitas culturais e muito mais.

Num ano em que a programação vai ser alargada e as novidades serão muitas, tudo acontece entre 26 de outubro e 3 de novembro.

Criado em 2012, o projeto pretende mostrar a lisboetas e visitantes o património material e imaterial da cidade, que nem sempre é conhecido ou que é menos visitado.

Os espaços nunca antes vistos são apresentados e abertos graças a intervenções culturais e turísticas. A programação da 5.ª edição da LisbonWeek vai incluir atividades de acesso gratuito mas também visitas pagas, quer a locais icónicos do bairro da Ajuda, como a zonas até então interditas ao público.

Do Cemitério da Ajuda à Igreja da Memória, um dos eventos.

É o caso da Igreja da Memória, na qual os visitantes poderão, pela primeira vez, subir à cúpula. Ou o Jardim Das Damas, nas traseiras do Palácio Nacional da Ajuda, que será aberto para acolher ações nestes dias.

O programa contempla, também, a abertura de salas nunca antes visitadas do Palácio Nacional da Ajuda, visitas originais ao Jardim Botânico, desenhadas por especialistas em diversas áreas (desde botânica a arquitetura), visitas ao Cemitério da Ajuda, bem como rotas que passam por vários Miradouros e pelos Moinhos da Ajuda, e outras iniciativas como exposições e mostras de arte.

Este ano, a plataforma tem como novidade a maior integração com a comunidade local e com as respetivas histórias. Com o objetivo de “mostrar a Ajuda de cada um”, será realizada uma exposição, de entrada gratuita, que compila as fotografias de moradores e visitantes.

Nesse sentido, a plataforma está a convidar todos a partilharem fotografias do bairro, “seja do vizinho sentado no banco do Largo da Paz, do chafariz da Boa-Hora, dos azulejos da rua por onde passa todos os dias”, mostrando o que é para si a Ajuda e como vê este local. As fotografias devem ser enviadas para contact@nulllisbonweek.com, sendo uma seleção das melhores exposta durante os nove dias da edição.

Os bilhetes para as visitas culturais da LisbonWeek já estão disponíveis na Ticketline por 7€. Em breve a organização vai anunciar os restantes eventos que complementarão a programação destes dias.

Das obras levadas a cabo no passado no âmbito da LisbonWeek, destacam-se o lounge desenhado pelo Arquiteto Carrilho da Graça, que ocupou o Rossio na edição de 2013; a exposição dedicada a Porfírio Pardal Monteiro na edição de 2015, no bairro de Alvalade; e a maior obra de arte urbana que, ainda hoje existe em Lisboa, criada por Felipe Pantone para a edição de 2017, no Lumiar. Os “estúpidos”, de Robert Panda, também ainda podem ser vistos em Telheiras.

O evento é criado em coprodução com a Câmara Municipal de Lisboa e conta ainda com o apoio da Junta de Freguesia da Ajuda nesta edição de 2019.

A obra do argentino Felipe Pantone, que ficou no Lumiar.

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