Na cidade

“Lonely Planet” volta a promover Lisboa — e destaca Cacilhas e o Barreiro

A capital e os locais que pode conhecer num dia tendo umas férias em Lisboa como base voltam a ser o enfoque de uma publicação.
Os moinhos de Alburrica.

O mundo continua praticamente parado por causa da pandemia do novo coronavírus, mas as viagens voltam a ser um desejo cada vez mais próximo para milhares de pessoas em todo o planeta. E com o avanço, ainda que lento, das campanhas de vacinação e as expectativas de um verão mais controlado, Portugal vai voltando a estar no centro das atenções e preferências de muitos, pelos seus atributos naturais como as praias, as serras e o clima. Mas também ainda envolto num certo hype que caracterizou os últimos anos pré-pandemia — e que pode, agora, ajudar a recuperar o setor do turismo no seu regresso.

Esta semana, a “Lonely Planet” voltou a colocar Lisboa em destaque: não só pela cidade em si, com as suas “ruas em paralelepípedos” e encantos já reconhecidos, como pelos locais que pode, facilmente e tendo a capital portuguesa como base de férias, conhecer num dia.

No artigo, a revista de viagens começa por lembrar que antes de viajar para qualquer lugar, Portugal inclusive, deve verificar as restrições de viagem mais recentes. E depois seleciona os tais locais perfeitos para ir e vir no mesmo dia, quando baseado em Lisboa, sendo que há para todos os gostos: os surfistas, os românticos, os destinos para quem gosta de arte ou locais históricos.

Entre os destaques estão então Peniche, com as suas praias, surf, passeios de barco e peixe grelhado. Sobre Cacilhas, diz a publicação que enquanto muitas pessoas conhecem apenas o miradouro do Cristo Rei, na verdade este “colorido bairro ribeirinho de Almada vale mais” do que uma passagem rápida. “Siga o chamado do peixe fresco grelhado nos restaurantes à beira-rio e fique nas casas pitorescas das pequenas cidades, para observar os pescadores amadores locais e descobrir uma cena cultural próspera”, explica-se.

Um simples passeio ao longo do rio Tejo, na rua à direita da estação de ferry-boats, com vista para Lisboa, uma passagem pelo centro cultural, Casa da Cerca, a cinco minutos a pé do elevador, para exposições de arte contemporânea ou uma visita à Rua Cândido dos Reis, a famosa rua de Cacilhas repleta de bares, lojas, cafés e restaurantes são ainda recomendados — a NiT já lhe revelou tudo o que tem mesmo de provar neste mercado de comida ao ar livre, quando a pandemia passar.

Já o Barreiro é descrito como “uma antiga cidade industrial na margem sul do rio Tejo”, lentamente a sair “das sombras esfumadas do seu passado pesado de fábricas” e que agora é um destino de viagem de um dia promissor. “A maior parte das atrações e passeios são uma homenagem ao seu património industrial, e o conhecido artista de rua Vhils mudou a sua oficina para a Baía do Tejo, antiga fábrica que se tornou pólo de negócios”.

A praia de Alburrica e os seus moinhos de vento, a iniciativa da Gasoline de apanhar ondas do rio, a arte de rua da Avenida Bento Gonçalves, onde a parede dos fundos do centro criativo Escola Conde Ferreira tem o mural mais bonito — ou até a ADAO, uma organização artística local que remodelou a antiga sede dos bombeiros, são também referidos.

A “Lonely Planet” destaca ainda, como destinos perfeitos para conhecer num dia a partir de Lisboa, as regiões de Óbidos, Sintra e Évora.

De seguida, carregue na galeria para saber porque é que o Barreiro é o melhor bairro do mundo, para dois dos repórteres da NiT, que defenderam, antes da pandemia, os seus atributos; e tudo o que não pode perder numa visita a este concelho, sobretudo quando for mais seguro andar a explorar o País —até porque muitos dos locais e experiências sugeridos estão, neste momento, fechados.

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