Na cidade

Lisboa cheira outra vez a azeitona. Mau cheiro pode tornar-se num fenómeno recorrente

O odor atingiu Sintra, em Torres Vedras e a margem sul do Tejo, muito por culpa da direção do vento.
Margem sul é um dos locais afetados.

O mau cheiro voltou a Lisboa. Esta quarta-feira, 13 de março, os lisboetas voltaram a sentir o incómodo e estranho odor a azeitona, fenómeno que se repetiu no final de janeiro.

O odor atingiu Sintra, Torres Vedras e a margem sul do Tejo e apresenta algumas características descritas como cheiro a azeitona ou a azedo, o que não significa que esteja diretamente relacionado com o fruto.

No fundo, o cheiro está relacionado com a indústria de processamento do bagaço de azeitonas feito pelas fábricas localizadas no Alentejo. A produção é cada vez maior em zonas como Ferreira do Alentejo, Beja, Serpa, Moura, Avis, Vidigueira e Aljustrel, o que consequentemente também faz com que haja maior odor.

Neste caso, tal como já tinha acontecido em janeiro, o odor viaja à boleia do vento, graças às condições meteorológicas. Os ventos vêm do Sul no sentido da capital espalham o cheiro de forma mais intensa.

Este será, infelizmente, um fenómeno cada vez mais recorrente, uma vez que “existem cada vez mais episódios de vento vindo de sul/sudeste”, revela Sofia Teixeira, investigadora da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa ao “Observador”.

Ainda assim, o fenómeno não representa um risco para a população da área metropolitana de Lisboa, uma vez que não têm existido alterações nos níveis da qualidade do ar. As previsões indicam que durante a tarde o vento acalme e faça desaparecer o cheiro desagradável. 

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