Na cidade

Marcelo Rebelo de Sousa admite que desconfinamento pode acontecer só depois da Páscoa

Presidente da República agradece esforço dos portugueses e deixa apelo para se manter cuidados: "temos de sair da primavera sem mais um verão e outono ameaçados".
Até 5 de abril.

Marcelo Rebelo de Sousa falou ao País esta quinta-feira, 11 de fevereiro, num dia em que o estado de Emergência foi renovado até 1 de março e o primeiro-ministro, António Costa, abriu a porta ao prolongar do confinamento durante o mês de março.

Na sua declaração, o Presidente da República deixou claro que está com o governo e os especialistas no prolongar do confinamento. “Temos de manter o confinamento por mais 15 dias, e apontar para seguir por março fora pelo mesmo caminho, para não dar sinais errados para a Páscoa”, afirmou.

“Foram duas semanas difíceis mas que terminaram melhor do que como começaram”, começou por destacar Marcelo Rebelo de Sousa, deixando uma palavra de agradecimento aos portugueses pelo esforço. “Os portugueses compreenderam o mais importante, que o número de infetados por dia descia de 15 ou 16 mil para mais de dois ou sete mil por dia e que isso, a manter-se, ia permitir reduzir a enorme pressão sobre os sistemas de saúde”, destacou sobre as últimas semanas de confinamento.

“E agora?”, prosseguiu, “agora é muito claro: temos de sair da primavera sem mais um verão e outono ameaçados. Temos de assegurar que a Páscoa não será causa para o regresso” de uma situação semelhante à vivida neste mês de janeiro. “Temos de ir estudando durante essas semanas para que nova abertura, depois da Páscoa, não seja mais um intervalo entre duas vagas”.

Marcelo Rebelo de Sousa disse ainda para não contarem com ele para contribuir para crises políticas, “mesmo as mais sedutoras”. “Provocar nesta altura crises políticas não servia para outra coisa senão para agravar a pandemia”, afirmou.

Agradecendo o esforço durante o confinamento, o Presidente da República lembrou a importância de aumentar o número de testes feitos (com o respetivo reforço de recursos humanos que tal pode implicar) mas também a necessidade de garantir apoio a quem está a sentir com particular violência o impacto económico-social da pandemia. E fez questão de terminar com uma nota de esperança.

“Quero dar-vos esperança, que sem esperança um dia a dia de sacrifício perde o sentido. Vós, portugueses, sois a única razão de ser de termos orgulho e Portugal”, afirmou.

Salvo a possibilidade de grandes superfícies poderem vender livros, as medidas de restrição em vigor vão manter-se não apenas até ao final de fevereiro mas durante o mês de março. Este ano, o domingo de Páscoa assina-ase a 4 de abril. Depois do número de casos ter disparado em janeiro, o Marcelo Rebelo de Sousa e o governo alinham no discurso relativamente à Páscoa. António Costa destacou esta quinta-feira que este ano a data será assinalado de forma bem diferente daquilo a que os portugueses estão habituados.

 

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

AGENDA NiT