Na cidade

Marchas Populares de Lisboa são candidatas a Património Cultural Imaterial

O objetivo da candidatura é obter o reconhecimento histórico e a preservação desta tradição com mais de nove décadas.
Já é candidata.

Há nove décadas que as marchas populares são uma tradição em Lisboa. Em junho, toda a cidade pára para assistir à competição entre bairros que dá cor e movimento à Avenida da Liberdade. Agora, as Marchas Populares de Lisboa oficializaram a candidatura para integrar a Lista do Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, anunciou a autarquia esta quinta-feira, 11 de abril.

O objetivo é ganhar reconhecimento histórico e também a preservação desta tradição popular. A candidatura é promovida pela Associação das Coletividades do Concelho de Lisboa (ACCL), com o apoio das 28 coletividades da cidade que anualmente preparam e apresentam as marchas em junho e do município.

“A inclusão das Marchas Populares de Lisboa na Lista do Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial não só reconhecerá a sua importância histórica e cultural, mas também contribuirá para a preservação e promoção desta tradição única que enriquece o património cultural português”, realçou a autarquia.

A candidatura implicou uma pesquisa científica de dois anos, liderada pela antropóloga Marina Pignatelli, da Universidade de Lisboa, que incluiu dezenas de entrevistas, observações nas coletividades e recolha de centenas de documentos escritos, fotográficos e audiovisuais.

As marchas representam muito “da alma e da história da cidade de Lisboa”. “São milhares de pessoas, muitos deles turistas, que nos visitam e assistem todos os anos a este desfile único de orgulho e identidades dos nossos bairros e freguesias e que representam um momento único das nossas Festas de Lisboa. São nove décadas de uma tradição que tudo devemos fazer para defender, manter e dar o merecido e justo reconhecimento”, afirmou o presidente da autarquia, Carlos Moedas.

Este ano, o tema da Grande Marcha de Lisboa é o rio Tejo, que será o fio condutor das apresentações dos vários bairros. “Este que é um símbolo de Lisboa vai evocar o Tejo,  um dos elementos mais fortes da nossa cidade, que através dele conheceu e se deu a conhecer ao resto do mundo”, referiu o autarca.

A temática segue-se às homenagens a Amália Rodrigues, em 2022, e ao Parque Mayer, em 2023, como forma de comemorar o aniversário da fadista e do espaço cultural, respetivamente.

Na edição de 2023, a Marcha da Bica foi a grande vencedora do evento, que sucedeu assim a Madragoa, que conquistou o primeiro lugar na edição de 2022. O pódio ficou completo com o Bairro Alto, na segunda posição e Alfama, que foi punida pelo júri.

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