Na cidade

Medina admite que cenário mais provável é recuo no desconfinamento em Lisboa

Autarca da capital considera, no entanto, que matriz de risco deveria ser avaliada.
A situação é difícil em Lisboa.

Esta quarta-feira, 23 de junho, o Governo reúne em Conselho de Ministros e em cima da mesa está a possibilidade de travão no desconfinamento. A próxima fase, prevista para dia 28 de junho, poderá assim ser adiada.

Em certos concelhos, como o caso de Lisboa, mais do que um travão, deveremos mesmo ter um recuo nas medidas de desconfinamento. Lisboa é um dos concelhos com mais casos de Covid-19 e o próprio Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, admite que o recuo em Lisboa é mesmo “o cenário mais provável”. As palavras foram proferidas ao fim do dia numa visita ao novo centro de vacinação do Estádio Universitário de Lisboa. Mas o autarca voltaria a falar mais tarde para questionar os atuais moldes da matriz de risco.

Em entrevista ao “Público” e à “Renascença” emitida na rádio nofinal da última quarta-feira Fernando Medina, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, realçou que “a matriz foi definida quando o estado da vacinação era muito mais atrasado do que é hoje”. Como tal, isto deve ser tido em conta.

“Os processos de confinamento foram empregues fundamentalmente para proteger o sistema de saúde e a sua capacidade em lidar com os casos mais graves. Ora, essa capacidade não é afetada da mesma maneira quando a vacinação progride para valores muito superiores”, afirmou.

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