Na cidade

Motoristas, floristas e médicos. Mais de 800 portugueses já mudaram para o mundo tech

A Ironhack realiza cursos intensivos de web development, UX/UI design, data analytics e cybersecurity. Já mudou a vida de muita gente.
A profissão do futuro.

Geeks e nerds são termos recorrentemente usados para descrever aquelas verdadeiras estrelas ao computador — seja por passarem horas a jogar online quando são mais novos ou por se tornarem numa espécie de hackers de programação. Mas aquilo que em tempos tinha uma conotação negativa, hoje em dia é uma das áreas mais concorridas e procuradas no mundo de trabalho.

Quem gosta de tecnologia, facilmente pensa em trabalhos de programação como carreira de sucesso garantido. Contudo, todos acreditam que é necessário ter um certo perfil, ser bom a matemática e ter um QI acima da média. No entanto, existem muitos profissionais da área com backgrounds variados — e alguns deles até são bastante originais.

“As empresas procuram cada vez mais trazer diversidade para as suas equipas técnicas e vêem na Ironhack o lugar ideal para ir buscar pessoas que resolvem problemas de forma inovadora. Aqui temos alunos que antes eram pescadores, condutores de Carris, jornalistas, músicos, cozinheiros ou médicos”, explica Catarina Costa, manager da Ironhack Portugal.

Por aqui, aprendem-se os conteúdos mais requesitados do mercado. Pode parecer impossivel para muitos de nós, mas muitos dos alunos da Ironhack entram sem qualquer conhecimento. Ainda assim, até para quem nunca escreveu uma linha de código é fácil de acompanhar os bootcamps, bastando para isso ter um nível médio de inglês. Em 9 ou 24 semanas (dependendo de se é tempo integral ou pós-laboral), é possível ingressar nos cursos de web development, UX/UI Design, data analytics ou cybersecurity, todos com elevada procura no mercado global — sim, porque nesta área não há restrições e é possível trabalhar no outro lado do mundo ou até trabalhar para lá sem sair de Portugal.

Os próximos bootcamps online arrancam já em março e o formato presencial começa a 10 de abril. As inscrições já estão abertas e os dois formatos permitem aos alunos ter um acompanhamento na escola ou fazer o curso de qualquer parte do País (ou do mundo). Os preços começam nos 6500 euros por curso e a Ironhack disponibiliza várias opções de financiamento, incluindo o pagamento apenas após ingressar num trabalho da área.

“A nossa missão é reduzir a falta de talento tecnológico existente no mercado e estamos também a permitir uma mudança de mentalidade dos portugueses com a ideia de que não há um perfil específico para entrar neste mundo”, acrescenta a responsável.

Um último ponto que também faz a Ironhack destacar-se é o seu serviço de apoio à carreira, em que os alunos aprendem, ainda durante o curso, a realizar o seu currículo e a vender as suas qualidades para assim terem um maior sucesso nas entrevistas de emprego. Além disso, a escola conta com dezenas de parceiros na área de tecnologia que já procuram aqui os seus próximos candidatos, aumentando assim o sucesso de empregabilidade dos cursos.

Das flores e do hotel para o mundo da programação

Em três anos de funcionamento, a escola já ajudou mais de 800 pessoas a mudarem de vida. E algumas destas histórias são realmente impressionantes.

“Moro em Portugal há sete anos e a Ironhack ajudou-me a ter independência financeira. Finalmente tenho um contrato de trabalho e desde há um mês que vivo sozinha. Aluguei um apartamento e pude sair de casa dos meus pais”, conta à NiT Vitória Borba, natural de Goiás, no Brasil, de 23 anos. Esta aluna formou-se no curso de Web Development em março de 2022 e hoje faz parte da Critical Techworks, empresa que, entre outros serviços, desenvolve o software para os veículos da BMW.

Tomás Aragão é outro exemplo de sucesso. Depois de vários anos em Portugal vindo de Macau, sentiu durante a pandemia que aquele era o momento certo para arriscar e procurar uma carreira com mais futuro. Na altura, trabalhava na área de marketing num hotel — um setor que foi fortemente afetado pelo impacto da Covid-19.

O UX/UI Design Bootcamp da Ironhack foi um salto de fé, mas não lhe faltou perseverança. Em menos de dez dias após terminar o curso, este português de 27 anos encontrou trabalho na Delloite, onde continua a fazer parte da área de serviços financeiros.

“O meu mindset foi procurar um sítio onde estava menos confortável, queria desafiar-me. Olhando para trás é caricato dizer que sou designer mas estou muito grato pela experiência que estou a ter e por poder resolver problemas reais”, termina Tomás.

A mudança nas vidas da Vitoria e do Tomás é visível, não só na qualidade e felicidade, mas também na vertente financeira. E, além deles, mais de 800 pessoas fizeram o mesmo, sendo todos prova de que é possível.

Este artigo foi escrito em parceria com a Ironhack.

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