Na cidade

Murais de Almada Negreiros podem ser visitados nas Gares Marítimas a partir de 2025

Em 2025, o novo centro interpretativo leva-o a conhecer todas a história das pinturas respetivas ao século XX.
Para descobrir no próximo ano.

Almada Negreiros fez parte de um movimento de revolução em Portugal, impulsionando a modernidade nas letras e nas artes. Exemplo disso são os murais, encomendados pelo Estado Novo, que retratam a história de marinheiros e episódios da Guerra Colonial, sem ceder a nacionalismos. No total são 14 — oito estão na Gare Marítima de Alcântara e os restantes na de Rocha do Conde, em Óbidos. A partir de fevereiro estarão disponíveis a qualquer um, restaurados e acompanhados de informação histórica, no novo polo turístico e cultural que vai abrir as gares marítimas da Rocha do Conde de Óbidos e de Alcântara ao público.

O novo Centro Interpretativo das Gares Marítimas de Lisboa é promovido pela Administração do Porto de Lisboa, pela Câmara Municipal de Lisboa e pela Associação Turismo de Lisboa, estando a coordenação dos conteúdos a cargo da historiadora de arte Mariana Pinto dos Santos. A apresentação oficial do projeto aconteceu esta segunda-feira,  8 de julho, e contou com a presença do ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz. 

“É ótimo ver que o porto de Lisboa já não está de costas voltadas para a cidade. O porto de Lisboa hoje tem que ter uma relação simbiótica com a cidade, e os lisboetas têm que ter acesso a isto, não pode estar fechado nas quatro paredes e, portanto, Almada [Negreiros] tem que estar representado neste novo centro interpretativo, para dar acesso a todos os lisboetas àquilo que vai ser o novo porto de Lisboa, um porto que não são só contentores, não é só atividade económica, mas é também virado para o Rio Tejo”, referiu à imprensa. 

As pinturas respetivas ao século XX, de aproximadamente 80 anos, serão dinamizadas entre cidadãos e turistas, através do novo espaço interpretativo. Ao todo serão nove salas, no piso zero, com a história dos murais, assim como da construção das próprias gares e respetiva importância.

Os visitantes vão conseguir entender marcos importantes, como as partidas para a Guerra Colonial e a descolonização a partir do regresso dos portugueses das antigas colónias.  Haverá também espaço para perceber a encomenda das obras, assim como as polémicas relativas ao resultado que não agradou em época de ditadura. A atividade portuária na década de 1940 também terá algum destaque. 

 

 

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