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Na cidade

UE sugere “bolhas domésticas” para o Natal, celebrações online e recolher obrigatório

Bruxelas pede aos países que implementem regras e aconselha limites de pessoas e teletrabalho nesta época.
Este ano, deve-se reduzir os grupos ao máximo.

A Comissão Europeia pediu esta terça-feira, 2 de dezembro, que os países da União Europeia definam os seus critérios relativamente ao Natal, devendo estipular um número máximo de pessoas por ajuntamento, incentivar “bolhas domésticas” para passar as festividades e estimular celebrações online.

Em causa está a estratégia “Ficar a salvo da Covid-19 durante o inverno”, divulgada em Bruxelas e citada pela Lusa. A Comissão Europeia exorta os Estados-membros a definirem “critérios claros para reuniões familiares”, durante as festas de final de ano, como o Natal, estipulando assim um número máximo de pessoas por reunião familiar.

Ao mesmo tempo, o executivo comunitário sugere que os países pensem em implementar “bolhas domésticas”. Ou seja, que encorajem os cidadãos a passar os dias com as mesmas pessoas “e a reduzir ainda mais os contactos sociais”. Outro conselho é que seja introduzido ou mantido “o recolher obrigatório durante a noite”.

Segundo Bruxelas, deve ainda ser incentivada a “organização de reuniões e eventos sociais online, tais como celebrações de fim de ano no local de trabalho”, enquanto as cerimónias religiosas devem ser preferencialmente “transmitidas online, na televisão ou na rádio”.

Além disso, a Comissão Europeia lembra que os países devem considerar “a possibilidade de não permitir quaisquer reuniões de massas e de definir critérios claros para os eventos excecionais permitidos”, tanto no interior como no exterior, e quais as medidas de controlo específicas.

No caso de “algum relaxamento temporário” e se ocorrer algum tipo de evento, “deve ser acompanhado de requisitos rigorosos para as pessoas se auto isolarem antes e depois […], de preferência pelo menos sete dias”.

Também se deve manter o cumprimento das “medidas de distanciamento físico, utilização de máscaras, lavagem das mãos e outras medidas de higiene”, alerta a instituição.

O mesmo se aplica à preferência pelo teletrabalho, devendo os países “incentivar os empregadores a permitir que as pessoas trabalhem a partir de casa ou do local onde pretendem passar as suas festividades de fim de ano alguns dias antes e depois”, de forma a que se possam também isolar “antes de regressarem aos locais de trabalho”.

“Quando o trabalho à distância não for possível, os empregadores devem pôr em prática medidas que permitam o regresso ao trabalho em segurança”, acrescenta a Comissão Europeia.

No caso da população mais suscetível, Bruxelas pede que os estados-membros “adotem medidas para assegurar cuidados adequados a pessoas vulneráveis, particularmente em caso de restrições e proibições” à circulação, numa alusão a “pessoas idosas que vivem sozinhas ou em cuidados residenciais”, a deficientes, doentes mentais ou sem-abrigo.

Deve ainda ser recordado “aos cidadãos que devem ser particularmente cuidadosos no que diz respeito aos contactos com membros mais velhos da família ou com aqueles que pertencem a grupos específicos em risco de Covid-19, tais como pessoas com doenças crónicas”, propõe a instituição na estratégia. No que toca às escolas, Bruxelas sugere que, “a fim de reduzir os riscos de transmissão no período que se segue à época festiva”, os países devem equacionar “o prolongamento das férias escolares ou a introdução de um período de aprendizagem online”.

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