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Norte do País quer ter mais empresas mais digitais. Pode pedir apoio para a sua

Consórcio vai ajudar negócios a melhorar dinâmicas e torná-los mais lucrativos. A NiT explica-lhe os motivos para aderir a esta campanha.
Os pagamentos são uma das áreas de atuação.

O calçado português é um exemplo de que a tradição pode inovar e crescer, chegando além fronteiras. A mestria, a par da capacidade de inovar e se manter atual, levaram a que várias empresas do norte se tenham tornado famosas lá fora. Exemplo disso é a Zilian, que graças à aposta no ecommerce e na presença online conseguiu uma ótima internacionalização.

Mas há negócios e serviços mais pequenos que, apesar do conhecimento do seu setor, não estão tão avançados nas áreas mais digitais. A iniciativa Acelerar o Norte investigou exatamente esse tema e concluiu que nas pequenas e médias empresas (PME) desta região de Portugal, apenas 53 por cento têm uma estratégia digital. A nível de presença neste mundo, os números sobem para 64 por cento — o que não significa que a estratégia adotada seja a correta ou que esteja a ter bons resultados.

É isso mesmo que o novo projeto pretende mudar, seja em negócios como lojas, cafés, cabeleireiros, operadores turísticos ou outros. O Acelerar o Norte começa por fazer um diagnóstico inicial de cada negócio. Depois, é dada formação nas áreas onde é necessário intervir para realizar mudanças significativas e, dessa forma, obter melhores lucros e resultados.

“Há um grande potencial para a melhoria do desempenho das empresas dos setores que serão intervencionados no âmbito do projeto”, sublinha Nuno Camilo, diretor do projeto Acelerar o Norte.

O projeto criou 16 aceleradoras e tem no terreno perto de 40 técnicos que, esperam, poderão ajudar mais de nove mil empresas ao longo dos dois anos de execução. Além das formações, serão entregues vouchers até dois mil euros para que as empresas tenham um apoio na contratação de serviços digitais que a avaliação demonstrou serem necessários para o negócio.

Acelerar o Norte é uma iniciativa financiada pela União Europeia através do Plano de Recuperação e Resiliência e do NextGenerationEU e foi criada por um consórcio entre a Confederação Comércio e Serviços de Portugal (CCP), a AEP — Associação Empresarial de Portugal, a AHRESP — Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal e a ACEPI — Associação da Economia Digital.

Uma mudança que só tem vantagens

Além de ser conhecimento gratuito, esta transição traz vários benefícios às empresas. Aplicando as recomendações, os empresários passam a ter melhor eficiência operacional, acesso a mais informação relevante para as decisões e uma comunicação mais eficaz.

Só isto já terá impacto na experiência do cliente e na redução de custos, visto que, ao tornarem-se mais digitais, “elimina-se a necessidade de papel, armazenamento físico de documentos e outros gastos operacionais”.

O projeto vai ainda mais além e pretende capacitar os negócios para que cresçam naturalmente. Para isso, incentivam medidas de segurança e a utilização de tecnologias avançadas de proteção de dados ao desenvolvimento de produtos e serviços. No fundo, o Acelerar o Norte cria uma cultura de aprendizagem para que estes negócios procurem, por si só, uma evolução constante na área do digital.

No site da iniciativa é possível conhecer quais os setores de atividade das empresas que podem receber o apoio e fazer a respetiva inscrição.

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Este artigo foi escrito em parceria com CCP, AEP, AHRESP e ACEPI.

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