Na cidade

O Oceanário de Lisboa tem dois novos residentes, os estranhos tubarões-zebra

Apesar do aspeto, são uma espécie inofensiva. Encontram-se em perigo de extinção pelos piores motivos.
Já os pode visitar. Foto: Pedro Pina.

O Oceanário de Lisboa, no Parque das Nações, tem dois novos residentes no aquário central: os tubarões-zebra (stegostoma fasciatum). Os visitantes podem vê-los a serem alimentados pelos aquaristas, em mergulho, às segundas, quartas e sextas-feiras, entre as 11h30 e as 12h30.

Longos e elegantes, os tubarões-zebra juvenis têm o corpo claro com bandas pretas, semelhantes às de uma zebra, daí o nome. Já em adultos, adquirem um padrão claro com manchas escuras arredondadas, o que lhes dá o nome de tubarões-leopardo em alguns países. É uma espécie inofensiva e foi avaliada como “Vulnerável” na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), o que significa que enfrenta um risco elevado de extinção na natureza num futuro bem próximo, e é pelos piores motivos. Em algumas zonas do mundo é consumido fresco e seco e é também utilizado para produzir farinha de peixe. O seu fígado é usado para produzir suplementos vitamínicos e as barbatanas são comercializadas para fazer vários utensílios e peças de artesanato.

Os mais recentes membros da família do Oceanário de Lisboa são dois tubarões juvenis machos e foram cedidos pelo aquário francês Nausicaá quando pesavam pouco mais de dois quilos. Estiveram em quarentena a crescer, sempre sob a monitorização de uma equipa de aquaristas. Dois anos depois, pesam cerca de 10 quilos e juntam-se às cerca de 50 espécies residentes no aquário principal.

“Os tubarões-zebra introduzidos no aquário central integram o programa europeu de reprodução desta espécie (European Studbook). São animais que podem viver cerca de 30 anos, o que permite que seja recolhida e partilhada muita e válida informação ao longo do tempo, essencial para aumentar o conhecimento sobre a sua biologia, e assim contribuir para a proteção das espécies na natureza”, afirma Núria Baylina, curadora e diretora de Biologia e Conservação do Oceanário de Lisboa.

 

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