Na cidade

O “parque de diversões” com experiências de realidade virtual já chegou a Portugal

O The Park Playground abriu a 14 de junho, em Matosinhos. Vai poder participar num escape room ou num tiroteio futurístico.
É uma experiência diferente.

Subir ao 148.º andar do Burj Khalifa, o edifício mais alto do mundo, nunca foi tão simples (e acessível). É precisamente neste arranha-céu do Dubai com 828 metros de altura que se inicia a aventura no The Park Playground, o novo espaço de Matosinhos com experiências em realidade virtual.

O conjunto de parques de experiências imersivas foi inaugurado em 2018, na Bélgica, e desde então expandiu-se a países como Holanda, Reino Unido e Alemanha. Agora, o conceito chegou a Portugal graças a um trio de amigos e empreendedores portuenses, que adquiriram os direitos do conceito para o território nacional.

O especialista em tecnologias de informação José Carlos Marques, de 45 anos, sempre foi apaixonado pelo universo da realidade virtual, que considerava ter “um grande potencial”. A paixão motivou-o a procurar experiências desse género e acabou por descobrir o The Park Playground.

Trata-se de “uma espécie de parque de diversões” com experiências imersivas que nos fazem questionar o que é real ou não. Com desejo de ter algo semelhante no País, juntou-se aos parceiros Miguel Soro, de 49 anos, e Sérgio Basto, de 45.

“Comecei a analisar o mercado da realidade virtual e percebi que é algo que está em crescimento. Foi isso que nos incentivou a avançar”, começa por contar à NiT o responsável. O primeiro espaço da marca em Portugal aterrou em Matosinhos na passada sexta-feira, 14 de junho, com uma série de experiências inovadoras.

“Acreditamos que é a localização ideal para o nosso parque, devido à facilidade de acesso, praias, restauração, terminal de cruzeiros, aeroporto e vias terrestres, situando-se o espaço junto à Casa da Arquitetura”, explica.

Com 600 metros quadrados, o espaço polivalente é para todos os “amigos, familiares, turistas, empresas e colaboradores” que desejam se divertir, trabalhar, confraternizar e desenvolver as suas habilidades de trabalho em equipa. O destaque são os três campos com experiências de realidade virtual — cada um com limite de seis pessoas —, onde é possível escolher uma das cinco propostas disponíveis.

 
 
 
 
 
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Uma delas é o “Dont Scream”, uma escape room original, uma vez que requer a utilização de óculos de realidade virtual — e onde podem aparecer zombies e fantasmas. Os sustos são tantos que os participantes até têm um medidor de gritos, mas o objetivo é evitar os berros.

Aqui, a história começa com o comediante e génio do mal David Whytely, que dá as boas-vindas ao “mundo dos medos”. Com surpresas em cada esquina, esta escape room é apenas para as almas mais corajosas. “Faça o que fizer, não grite”, aconselham.

O “Mask of the Pharaoh” é uma experiência destinada às famílias, onde os participantes vão visitar um museu, mas o passeio sofre uma reviravolta quando é recebida a chamada de um professor preciso no antigo Egito. A máscara amaldiçoada aprisionou o professor sob um feitiço e o grupo terá de percorrer o mesmo caminho até à pirâmide para o salvar.

Para os que gostam de ficção científica, o melhor é embarcar no “Mission Planet X”, que vai levar os jogadores a viajar pela imensidão do espaço e a combater os alienígenas hostis que guardam o cristal de energia. Vai ser uma “aventura apocalíptica pelo desconhecido sombrio do espaço exterior”.

Outra das experiências é o “NanoClash Focus”, em que terá de se aventurar num tiroteio futurística de proporções épicas. Esta é a única experiência feita em dois grupos (seis contra seis) e apenas uma equipa vai conseguir vencer na arena.

No The Park Playground pode ainda participar no “The Break-in”, outro escape room onde terá de desvendar uma série de pistas. “Uma organização criminosa efetuou um assalto à mão armada ao banco Crompton e infiltrou-se no cofre. Cabe-lhe a si e à sua equipa das forças especiais descobrir o que foi roubado”, lê-se na sinopse.

Todas as atrações têm a mesma duração, cerca de 30 minutos, mas incluem também meia hora de introdução à realidade virtual. Antes de avançarem para as experiências, todos terão que subir ao prédio mais alto do Dubai, caminhar sobre uma prancha e dar um passo à frente como se fosse cair. “Esta introdução serve para as pessoas se habituarem aos óculos. É engraçado, porque nem toda a gente consegue”, revela José Marques.

Além destes três campos, o espaço aposta no mercado corporativo e dispõe de uma sala de reuniões até 12 pessoas, uma sala de formação até 30 pessoas, team building até 100 participantes e coworking até oito clientes. O The Park Playground oferece ainda um bar e uma área lounge e está disponível para realizar festas em família ou aniversários.

Os preços das experiências custam 27,99€ por pessoa, mas, para celebrar a inauguração, há um desconto de 15 por cento até ao final do mês. As reservas podem ser feitas online. Depois de Matosinhos, os três sócios gostavam de expandir o conceito a Lisboa e Braga nos próximos dois anos. 

O interior.

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