Na cidade

O preço das casas disparou nos primeiros meses de 2021

Subida de 17 por cento no primeiro trimestre do ano. O número de casa à venda quase duplicou.
Vacina chegava cá na quarta-feira.

Para quem está a pensar comprar casa, esta poderá não ser a melhor altura — ou talvez sim, dependendo da perspetiva de cada um. Só no primeiro trimestre deste ano, o valor médio de venda de casas para habitação subiu 17,4 por cento em todo o País, quando comparado com o mesmo período de 2020.

De acordo com dados da plataforma Casafari, citados pelo “Jornal de Negócios”, além do aumento dos preços das casas, que foi gradual, também cresceu 87,8 por cento o número de imóveis para venda. Curiosamente, durante o mesmo período o preço dos imóveis para escritórios desceu.

Isto poderá estar relacionado com “efeitos mais acentuados devido às novas tendências impulsionadas pela pandemia, como o teletrabalho, com os preços dos escritórios a recuarem e, em sentido inverso, com a oferta disponível para arrendamento a registar aumentos de até 34,5 por cento”, como explica a plataforma.

Quando olhamos para as casas para arrendar, neste primeiro trimestre o número mais do que duplicou, apresentando uma subida de 101,1 por cento em relação ao mesmo período do ano passado. Em consequência disto, as rendas desceram 9,4 por cento para valores médios que rondam os 842€.

Esta subida dos preços do imobiliário foi sentida em todo o País, com exceção de Viseu, onde os preços médios desceram 0,88 por cento. Em contrapartida, Braga foi a zona que mais subiu (18,6 por cento), seguida de Aveiro (15,2 por cento).

O distrito de Lisboa é aquele que apresenta preços médios de venda mais elevados, rondando os 353 mil euros. Curiosamente, foi também aí que mais imóveis ficaram disponíveis para venda, com uma subida de 166,6 por cento.

Tanto nos preços médios de venda como de arrendamento, Lisboa, Cascais e Oeiras são os concelhos mais caros.

O único distrito que não subiu no número de casas para venda foi Castelo Branco. O mesmo já não aconteceu no caso dos imóveis para arrendar, cujo número aumentou em todo o País.

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